segunda-feira, dezembro 14
Descanso merecido!
Aconselho aos mais sensíveis leitores do meu blog a não lerem este post. Trata-se de um desabafo muito politicamente incorrecto que pode abalar os sentimentos das pessoas mais sensíveis. O tema é crianças insubordinadas. Ou apenas crianças nos seus dias mais difíceis. Basicamente, ao longo da minha ainda reduzida existência, dou por mim com acessos de irritação e nervosismo na presença de crianças em situações muito particulares. Basicamente em momentos em que quero relaxar e as crianças me impedem de o fazer. E esses momentos são as férias, os jantares num restaurante, os pequenos-almoços em hotéis ou simplesmente uma imperial numa esplanada. Ainda este fim-de-semana, estava a tomar o pequeno-almoço num hotel em Sintra e fui massacrado com gritos, choros e birras de crianças. Acabado de acordar, e pronto a iniciar mais um dia de prazer, cheguei à zona do pequeno-almoço. Servi-me, iniciei o repasto e começou a entrar no ouvido os acordes agudos das crianças presentes. O que pela manhã, é extremamente desagradável. E até conversei sobre o tema com a minha companhia da manhã. Porque razão é que eu enquanto fumador tenho que me deslocar para fora do hotel para poder fumar, e aquelas crianças podem estar a berrar ao meu ouvido logo pela manhã? Porque é que os pais com crianças não são obrigados a ir para uma sala especial insonorizada para deixar descansar as restantes pessoas que só querem tomar o pequeno-almoço descansado? Da mesma forma que numa explanada, num momento de descontracção, temos de apanhar com crianças aos berros a escolherem os seus gelados e a irritarem as restantes pessoas que só querem descansar. Fala-se muito de que é uma questão de educação que se dá às crianças; mas acredito que mesmo os melhores educadores não conseguem controlar todas as birras que elas fazem. Na minha opinião, os pais com crianças pequenas têm que perceber que as crianças até determinada idade não tem capacidade de se comportar e por isso devia evitar lugares onde potencialmente vão perturbar os demais utilizadores dos locais que estão a frequentar. E sei que muitos pais têm a sensatez de o fazer. É um a questão de bom senso. E esse bom senso não passa pelas crianças. Passa pelos pais.
quarta-feira, novembro 25
Terminal de contentores de Alcântara
Parece que se chegou a uma solução intermédia quanto ao terminal de contentores de Alcântara – limita-se a altura a um máximo de 5 contentores empilhados. Retirando da discussão a validade do acordo com a Mota Engil para a exploração para os próximos anos do porto de Lisboa, quanto à questão do impacto visual dos contentores parece que chegámos a uma boa solução. Uma solução que tenta abarcar interesses económicos com os interesses urbanísticos e de impacto visual.
Acho que a sociedade por vezes se esquece de que a indústria é parte fundamental do desenvolvimento de um país. Cria empregos, cria riqueza, cria desenvolvimento. E obviamente produz impactos. E alguns impactos menos bons. E temos de viver com eles.
Se olharmos para o caso da cimenteira da Secil na Serra da Arrábida, junto às praias, conseguimos lembrar-nos de alguns quantos fundamentalistas que acham que aquilo é um atentado ambientalista grave, que cria crateras profundas na serra, que provoca um grande impacto visual e que até é terceiro mundista.
Mas essas mesmas pessoas de olharem para o outro lado da foz do Sado e virem a península de Tróia, terão de se lembrar que os edifícios não são propriamente feitos de ar… que é necessário cimento para os pôr em pé. E portanto, cimento é necessário. Pode-se importá-lo, mas não sei se sairá mais barato aos cofres do Estado, até porque o cimento é daqueles produtos de difícil exportação.
Da mesma forma, os contentores em Alcântara são um “mal” necessário. Claro que era lindo olhar para o rio Tejo e apenas ver cegonhas e espaços verdes. Nenhuma estrada, nenhum carril, nenhum carro, nenhum comboio, nada. Nada que pudesse perturbar a tranquilidade da vista sobre o rio. Mas ninguém se pode esquecer que o rio atravessa uma cidade – a cidade de Lisboa. E que esta, como outras, precisa de se abastecer de uma série de produtos que vêm de barco em contentores. Poder-se-ia criar um espaço para receber contentores fora da cidade mas os custos seriam grandes e a competitividade do porto seria duvidosa. E há cidades lindas, como Hamburgo, que convivem tranquilamente com o seu porto gigante. É, aliás, um ponto turístico de interesse da cidade.
E desta forma, o que eu queria mesmo dizer é que as pessoas têm de se habituar a fazer compromissos. As soluções mais engraçadas podem não ser as mais viáveis. Principalmente do ponto de vista económico.
E para aqueles que adoram frases sensacionalistas como “devolvam o rio à cidade”, advogando que o porto deveria sair de Lisboa, apenas gostava de lhes dizer que isso poderia ter um impacto financeiro grande nas contas da autarquia lisboeta.
E por isso, caso a câmara deixasse de ter meios para gerir em condições a cidade, não se admirem de sem porto começarem a pedir não o rio mas antes a limpeza das ruas, a iluminação pública, a rega dos jardins municipais e tantas outras coisas que poderiam ser postas em causa por medidas insensatas como algumas associações insensatas querem impor.
Acho que a sociedade por vezes se esquece de que a indústria é parte fundamental do desenvolvimento de um país. Cria empregos, cria riqueza, cria desenvolvimento. E obviamente produz impactos. E alguns impactos menos bons. E temos de viver com eles.
Se olharmos para o caso da cimenteira da Secil na Serra da Arrábida, junto às praias, conseguimos lembrar-nos de alguns quantos fundamentalistas que acham que aquilo é um atentado ambientalista grave, que cria crateras profundas na serra, que provoca um grande impacto visual e que até é terceiro mundista.
Mas essas mesmas pessoas de olharem para o outro lado da foz do Sado e virem a península de Tróia, terão de se lembrar que os edifícios não são propriamente feitos de ar… que é necessário cimento para os pôr em pé. E portanto, cimento é necessário. Pode-se importá-lo, mas não sei se sairá mais barato aos cofres do Estado, até porque o cimento é daqueles produtos de difícil exportação.
Da mesma forma, os contentores em Alcântara são um “mal” necessário. Claro que era lindo olhar para o rio Tejo e apenas ver cegonhas e espaços verdes. Nenhuma estrada, nenhum carril, nenhum carro, nenhum comboio, nada. Nada que pudesse perturbar a tranquilidade da vista sobre o rio. Mas ninguém se pode esquecer que o rio atravessa uma cidade – a cidade de Lisboa. E que esta, como outras, precisa de se abastecer de uma série de produtos que vêm de barco em contentores. Poder-se-ia criar um espaço para receber contentores fora da cidade mas os custos seriam grandes e a competitividade do porto seria duvidosa. E há cidades lindas, como Hamburgo, que convivem tranquilamente com o seu porto gigante. É, aliás, um ponto turístico de interesse da cidade.
E desta forma, o que eu queria mesmo dizer é que as pessoas têm de se habituar a fazer compromissos. As soluções mais engraçadas podem não ser as mais viáveis. Principalmente do ponto de vista económico.
E para aqueles que adoram frases sensacionalistas como “devolvam o rio à cidade”, advogando que o porto deveria sair de Lisboa, apenas gostava de lhes dizer que isso poderia ter um impacto financeiro grande nas contas da autarquia lisboeta.
E por isso, caso a câmara deixasse de ter meios para gerir em condições a cidade, não se admirem de sem porto começarem a pedir não o rio mas antes a limpeza das ruas, a iluminação pública, a rega dos jardins municipais e tantas outras coisas que poderiam ser postas em causa por medidas insensatas como algumas associações insensatas querem impor.
sexta-feira, novembro 20
Jogadores de Poker recrutados para Trading - nada de novo :)
arvard Poker Pro Says Texas Hold ‘Em Can Teach Traders to Fold 2009-11-20 05:00:00.0 GMT
By Mason Levinson
Nov. 20 (Bloomberg) -- Brandon Adams, who teaches behavioral finance at Harvard University’s Department of Economics, says some of the best candidates for Wall Street trading jobs are the professional card players at FullTiltPoker.com and similar Web sites.
“They’ve essentially been the survivors in the system, a very difficult system where 95 percent of people lose money,”
the 30-year-old Adams, who plays at the site, said in a telephone interview. “Anyone smart enough and disciplined enough to survive that system is probably going to do very well in the trading world.”
An increasing number of hedge funds and brokerages are scrutinizing professional poker to find talent and analytical tools, according to financial recruiters including Options Group, a New York-based executive-search company. Susquehanna International Group LLP, the Bala Cynwyd, Pennsylvania-based options and equity trading company, uses poker to teach strategic thinking.
“Someone who has made a successful living as a poker player for a few years would more likely be a good trader than someone who hasn’t,” said Aaron Brown, a 53-year-old former poker pro who is now a risk manager at AQR Capital Management LLC in Greenwich, Connecticut, which oversees $23 billion.
“They know to push when they have the edge and they know how not to bust, and that’s a tough combination to find.”
Skill Sets
Skills that define successful traders -- rational approach toward risk, speedy decision-making under pressure, discipline and a well-trained memory -- are the same ones that separate elite poker players from ones known as “dead money,” financial recruiters say.
After the World Series of Poker started in Las Vegas four months ago, Options Group recruiter Simon Satanovsky said he received a hedge-fund request for online poker players with no financial experience. He wouldn’t identify the client.
“Before, we were asking about GPA or the Math/Physics Olympiad,” Satanovsky, a former Russian national bridge champion, said in a telephone interview. “Now, we’re asking questions about poker successes.”
Satanovsky said Wall Street firms and recruiters have been paying increasing attention to poker players as job candidates since 2003, when amateur Chris Moneymaker beat hundreds of professionals to win the World Series of Poker’s No-Limit Texas Hold ‘Em main event.
The Right Game
Adams, who has taught at Harvard in Cambridge, Massachusetts, each spring since 2003, said disciplined poker players can be spotted on sites such as Full Tilt and PokerStars.com waiting for particular games, not tempted by those outside their area of expertise or financial comfort level.
Their self-control and confidence would be useful in trading where large profits are possible, the probability of going broke high and the competition formidable, he said. Adams cited as an example a trader who notices a slight imperfection in the way options are being priced, then works to come up with the proper bet per trade.
“In poker, people are used to not sitting back and waiting for the fat pitch,” Adams said. “They’re used to skirting the edge of ruin and they learn the tools of how to do that.”
Susquehanna has been using poker to teach its new traders since it was founded in 1987, said Pat McCauley, who heads the privately held firm’s trader-development program.
College Friends
The company’s founders played the game as college friends at the State University of New York-Binghamton. Susquehanna has held in-house poker tournaments to recruit traders and monitor decision-making skills.
The trainees learn to use information they see in the marketplace to infer what motivates others, helping them make better prices. It’s the same way poker pro Phil Ivey, considered among the game’s greats, makes bets based on what he sees among his opponents, McCauley said.
“What professional poker players are really good at is taking this information that’s relatively subjective, quantifying it and making it objective, and that’s what trading is about,” McCauley said.
The ability to write complex poker algorithms, which either run poker Web sites or try to beat them, will get hedge funds interested, said Todd Fahey, a recruiter who specializes in quantitative finance at New York-based Exemplar Partners.
“There have been a few guys that I’ve placed in the industry that come from the poker software side of the house,”
Fahey said in a telephone interview. “Two Sigma, D.E. Shaw and any of your larger computationally-based hedge funds are going to want to see people like this.”
Two Sigma Investments LLC and D.E. Shaw Group, both based in New York, declined to comment.
Begleiter’s Try
The worlds of poker and finance often intersect. Steven Begleiter, who headed corporate strategy at Bear Stearns Cos.
before its 2008 collapse, earned $1.6 million earlier this month with a sixth-place finish in the main event. Greenlight Capital LLC founder David Einhorn was 18th in 2006. The annual “Wall Street Poker Night,” benefiting Math for America, was started by billionaire James Simons, the founder of hedge-fund firm Renaissance Technologies Corp. This April, the $5,000 buy-in tournament drew 100 entrants -- 90 percent from hedge funds or other Wall Street jobs -- raising $1.3 million.
Even though poker players make good traders, they aren’t necessarily good with their own investments, said Adams, adding that he is almost “famously unsuccessful” as an investor.
“Poker players are lazy and they’re gossipers,” he said.
“If you look at the way they trade, they tend to latch onto other people’s ideas.”
Texas Hold ‘Em
One person who has chosen poker over finance is Joe Cada, who this month outlasted Begleiter and Ivey at the main event final table. Cada, who plays the game professionally, was first among 6,494 entrants and took home the $8.55 million top prize, giving half to financial backers Cliff Josephy and Eric Haber, poker pros with Wall Street backgrounds. The Texas Hold ‘Em contest had a $10,000 entry fee.
“As a little kid, I used to watch the stock markets day in and day out,” Cada, 22, said in an interview. “My parents always thought I was going to get into banking or become a stockbroker because I was really good with math and logic, and I was obsessed with money.”
Cada said he plans to remain a poker pro. AQR’s Brown, the author of “The Poker Face of Wall Street” and a life-long player, long ago gave up the game professionally after a couple years of trying.
“I eventually decided finance was easier,” he said.
By Mason Levinson
Nov. 20 (Bloomberg) -- Brandon Adams, who teaches behavioral finance at Harvard University’s Department of Economics, says some of the best candidates for Wall Street trading jobs are the professional card players at FullTiltPoker.com and similar Web sites.
“They’ve essentially been the survivors in the system, a very difficult system where 95 percent of people lose money,”
the 30-year-old Adams, who plays at the site, said in a telephone interview. “Anyone smart enough and disciplined enough to survive that system is probably going to do very well in the trading world.”
An increasing number of hedge funds and brokerages are scrutinizing professional poker to find talent and analytical tools, according to financial recruiters including Options Group, a New York-based executive-search company. Susquehanna International Group LLP, the Bala Cynwyd, Pennsylvania-based options and equity trading company, uses poker to teach strategic thinking.
“Someone who has made a successful living as a poker player for a few years would more likely be a good trader than someone who hasn’t,” said Aaron Brown, a 53-year-old former poker pro who is now a risk manager at AQR Capital Management LLC in Greenwich, Connecticut, which oversees $23 billion.
“They know to push when they have the edge and they know how not to bust, and that’s a tough combination to find.”
Skill Sets
Skills that define successful traders -- rational approach toward risk, speedy decision-making under pressure, discipline and a well-trained memory -- are the same ones that separate elite poker players from ones known as “dead money,” financial recruiters say.
After the World Series of Poker started in Las Vegas four months ago, Options Group recruiter Simon Satanovsky said he received a hedge-fund request for online poker players with no financial experience. He wouldn’t identify the client.
“Before, we were asking about GPA or the Math/Physics Olympiad,” Satanovsky, a former Russian national bridge champion, said in a telephone interview. “Now, we’re asking questions about poker successes.”
Satanovsky said Wall Street firms and recruiters have been paying increasing attention to poker players as job candidates since 2003, when amateur Chris Moneymaker beat hundreds of professionals to win the World Series of Poker’s No-Limit Texas Hold ‘Em main event.
The Right Game
Adams, who has taught at Harvard in Cambridge, Massachusetts, each spring since 2003, said disciplined poker players can be spotted on sites such as Full Tilt and PokerStars.com waiting for particular games, not tempted by those outside their area of expertise or financial comfort level.
Their self-control and confidence would be useful in trading where large profits are possible, the probability of going broke high and the competition formidable, he said. Adams cited as an example a trader who notices a slight imperfection in the way options are being priced, then works to come up with the proper bet per trade.
“In poker, people are used to not sitting back and waiting for the fat pitch,” Adams said. “They’re used to skirting the edge of ruin and they learn the tools of how to do that.”
Susquehanna has been using poker to teach its new traders since it was founded in 1987, said Pat McCauley, who heads the privately held firm’s trader-development program.
College Friends
The company’s founders played the game as college friends at the State University of New York-Binghamton. Susquehanna has held in-house poker tournaments to recruit traders and monitor decision-making skills.
The trainees learn to use information they see in the marketplace to infer what motivates others, helping them make better prices. It’s the same way poker pro Phil Ivey, considered among the game’s greats, makes bets based on what he sees among his opponents, McCauley said.
“What professional poker players are really good at is taking this information that’s relatively subjective, quantifying it and making it objective, and that’s what trading is about,” McCauley said.
The ability to write complex poker algorithms, which either run poker Web sites or try to beat them, will get hedge funds interested, said Todd Fahey, a recruiter who specializes in quantitative finance at New York-based Exemplar Partners.
“There have been a few guys that I’ve placed in the industry that come from the poker software side of the house,”
Fahey said in a telephone interview. “Two Sigma, D.E. Shaw and any of your larger computationally-based hedge funds are going to want to see people like this.”
Two Sigma Investments LLC and D.E. Shaw Group, both based in New York, declined to comment.
Begleiter’s Try
The worlds of poker and finance often intersect. Steven Begleiter, who headed corporate strategy at Bear Stearns Cos.
before its 2008 collapse, earned $1.6 million earlier this month with a sixth-place finish in the main event. Greenlight Capital LLC founder David Einhorn was 18th in 2006. The annual “Wall Street Poker Night,” benefiting Math for America, was started by billionaire James Simons, the founder of hedge-fund firm Renaissance Technologies Corp. This April, the $5,000 buy-in tournament drew 100 entrants -- 90 percent from hedge funds or other Wall Street jobs -- raising $1.3 million.
Even though poker players make good traders, they aren’t necessarily good with their own investments, said Adams, adding that he is almost “famously unsuccessful” as an investor.
“Poker players are lazy and they’re gossipers,” he said.
“If you look at the way they trade, they tend to latch onto other people’s ideas.”
Texas Hold ‘Em
One person who has chosen poker over finance is Joe Cada, who this month outlasted Begleiter and Ivey at the main event final table. Cada, who plays the game professionally, was first among 6,494 entrants and took home the $8.55 million top prize, giving half to financial backers Cliff Josephy and Eric Haber, poker pros with Wall Street backgrounds. The Texas Hold ‘Em contest had a $10,000 entry fee.
“As a little kid, I used to watch the stock markets day in and day out,” Cada, 22, said in an interview. “My parents always thought I was going to get into banking or become a stockbroker because I was really good with math and logic, and I was obsessed with money.”
Cada said he plans to remain a poker pro. AQR’s Brown, the author of “The Poker Face of Wall Street” and a life-long player, long ago gave up the game professionally after a couple years of trying.
“I eventually decided finance was easier,” he said.
sexta-feira, novembro 13
Sexta feira 13

Hoje é sexta-feira, dia 13. Um dia que eu não gosto particularmente. Não da sexta. Apenas do dia 13 numa sexta-feira. Como se costuma dizer que nestes dias há que atrair pensamentos positivos, resolvi propor-me a esse exercício. E decidi procurar quando será a próxima sexta-feira, dia 13. Descobri que ainda vamos ter de esperar algum tempo. Será no mês de Agosto. Ou seja, será no Verão. E então o meu pensamento ficará hoje retido no Verão. Até porque será uma boa alternativa para “aturar” este dia cinzento…
PS – Eu escrevi este post de manhã, pelo que devem relativizar o interesse do seu conteúdo.
terça-feira, novembro 3
Por fim a tranquilidade
Hoje dei por mim a fazer uma tarefa no trabalho com uma sensação de tranquilidade que já há muito não sentia. Parece que ao fim de 2 anos de trabalho numa nova empresa, começo a curar-me do stress que a Deloitte me causou. No mundo Deloitte, que deve ser generalizado a todas as consultoras, todo o trabalho é sempre para ontem. Tudo é avaliado como lento e mal feito. Tudo é feito à pressa. E uma pessoa acabada de sair da faculdade como eu – na altura – fiquei convencido da inutilidade das minhas produções laborais. E portanto, importava ser mais rápido e ainda mais perfeito. Até ao limite. E sempre sem atingir a perfeição. Mesmo que ela tivesse sido largamente atingida. Porque no mundo das consultoras, o objectivo é transformar seres normais em seres imperfeitos, que buscam incessantemente a sua perfeição. Neste estado de insegurança, consegue-se acelerar todos os objectivos que uma chefia nos proponha atingir. E assim, andei 3 anos insatisfeito com a minha performance, mesmo que nessa mesma altura fosse passar a sénior consultant. O que para o tempo passado efectivamente reconhecia as minhas qualidades laborais. Saí desse mundo cão. Fui trabalhar para a Banca. Acho que tenho, neste momento, um trabalho absolutamente normal. Mas em termos de método de trabalho, carreguei bastante o estado de espírito Deloitte. Continuei a ficar atormentado sempre que me davam trabalho. Pelo medo de falhar. Pelo medo de ser lento. Pelo medo de não ser perfeito. Mesmo que o fosse. E agora, depois de largos 24 meses, começo a sentir novamente prazer em produzir coisas. Em valorizá-las. Em sentir orgulho nas minhas produções.
Demorei, mas parece que tudo volta novamente a sorrir-me.
Demorei, mas parece que tudo volta novamente a sorrir-me.
terça-feira, outubro 27
O chamado cumprimento sectário...

Existe um estranho hábito nas empresas a que eu chamaria de cumprimentos sectários. Ou seja, pessoas que, ao cruzarem-se com outras, as cumprimentam com um sorriso ou com um bom dia, de acordo com o seu estatuto profissional. As senhoras da limpeza então é como se não existissem. Ou os senhores da manutenção dos jardins exteriores existentes em todos os andares. Cumprimentam apenas ao seu nível ou em níveis superiores aos seus. Isto sob o risco de também não serem cumprimentados, porque os seus superiores hierárquicos podem considerá-los também não dignos de cumprimento. É qualquer coisa que me faz uma confusão indescritível, que normalmente desabafo com o meu colega de trabalho ao lado. Acho incrível esta espécie de snobismo social e profissional. Dá cabo de mim. Dá vontade de abanar as pessoas e perguntar o que é que se passa nas cabecinhas delas. Chega a ser tortuoso. Acho que é algo a que nunca me vou conseguir habituar. Alguém tem sugestões para acabar com esta situação ridícula?
terça-feira, outubro 20
Perfeição
Há coisas perfeitas. Estou neste momento numa sala de mercados, com a sua confusão habitual, com os phones nos ouvidos, a ouvir uma música, que é perfeita. E há mais músicas perfeitas. Esta agora que estou a ouvir dá-me um sentimento de reencontro comigo mesmo tão grande. È mesmo reconfortante. Desperta as melhores sensações que existem em mim. É mesmo muito estranho. Era capaz de aqui ficar em modo repeat (o que já é o caso) até ao fim dos meus dias. Há mais coisas perfeitas. Há as plantas, que eu adoro, há esplanadas com vistas magníficas, há a ronha no sofá com um cobertor quentinho, há um mergulho num mar quente, há alguns beijos memoráveis, há toques inesquecíveis, há uma cerveja fresquinha, há tanta coisa. Mas que só sabem bem e verdadeiramente existem quando estamos sintonizados. Há que manter as coisas orientadas nesse sentido. Sugar ao máximo todos esses momentos e sensações. Esquecer e nunca voltar a lembrar tudo aquilo que desequilibra um estado de alma perfeito…
quinta-feira, outubro 15
Uma imagem vale mais do que mil palavras
Acreditando no ditado do título deste post,o que acontece no meu caso, acho que há uma melhoria enorme que poderia ser implementada pelo Outlook. Quantas vezes não damos por nós há 2 anos a trabalhar numa empresa, a trocar mails e mais mails, com pessoas que não conhecemos? Bom, não conhecemos fisicamente, diga-se. Porque por vezes já os ouvimos ao telefone e com alguma confiança até já sabemos um pouco da sua vida pessoal. E mais vezes ainda, já nos devemos ter cruzado nas instalações do edifício onde trabalhamos. Mas não nos reconhecemos. E isto porquê? Porque não temos uma imagem associada ao endereço de e-mail. Acho que era um pormenor tão facil de instalar. Ia facilitar tanto a comunicação dentro da empresa. Ia criar uma coesão muito maior entre todos. É caso para reafirmar que uma cara vale mais do que mil nomes...
quarta-feira, outubro 7
Mais aquisições ao nível da flora!
Este fim de semana prolongado estive em Castelo de Bode. E o terreno envolvente à casa estava todo ajardinado, pelo que me deliciei a dar longos passeios para descobrir as mais variadas espécies de plantas. Resultado - vim para Lisboa com mais estacas para ver se pegam. Uma estaca de medronheiro, outra de um cameleira e duas de heras (estas últimas duvido que não se safem, já que são consideradas uma peste pela maior parte das pessoas). Ainda tivemos oportunidade de recolher sementes de magnólia, que são árvores magnifícas. Depois de secarem, também serão semeadas num vaso. Em relação às cubanitas, quando tiver o carro novamente de volta vou transplantá-las para um vaso em minha casa! Aguardem novidades!
terça-feira, setembro 1
Transportes públicos
Ontem, por volta das 22h, estava em Alvalade e decidi ir para casa. Como o meu carro está a arranjar, decidi-me pelos transportes públicos. E confirmei que nada mudou. O sentimento de insegurança mantém-se, como se mantinha quando eu era mais novo e recorria necessariamente a transportes públicos.
Nessa altura, devo ter sido assaltado umas 30 vezes, sem exagero nenhum. Felizmente que agora a minha compleição física (e não mental, note-se), faz com que existam vítimas mais “fáceis” do que eu. Mas de facto, era interessante ver alguns dos nossos políticos a andarem num metro a horas tardias, sozinhos, para assistirem ao ar cinzentão e amedrontado das pessoas. Na viagem de autocarro de ontem, fui brindado com um grupo de miúdos que entrou em Santos-o-Velho, e que andava a brincar com navalhas, a perfurar os estofos e a agitar as mesmas com ar desafiante para os restantes passageiros. Claro que o clima dentro daquele autocarro era de bastante tensão. E é por isso que eu deixei de andar de transportes públicos a horas tardias, principalmente sozinho. E acho que é por isso que eles não têm a adesão que poderiam ter. Estou desejoso que o meu carro esteja pronto, porque já estou farto de gastar dinheiro em táxis.
Nessa altura, devo ter sido assaltado umas 30 vezes, sem exagero nenhum. Felizmente que agora a minha compleição física (e não mental, note-se), faz com que existam vítimas mais “fáceis” do que eu. Mas de facto, era interessante ver alguns dos nossos políticos a andarem num metro a horas tardias, sozinhos, para assistirem ao ar cinzentão e amedrontado das pessoas. Na viagem de autocarro de ontem, fui brindado com um grupo de miúdos que entrou em Santos-o-Velho, e que andava a brincar com navalhas, a perfurar os estofos e a agitar as mesmas com ar desafiante para os restantes passageiros. Claro que o clima dentro daquele autocarro era de bastante tensão. E é por isso que eu deixei de andar de transportes públicos a horas tardias, principalmente sozinho. E acho que é por isso que eles não têm a adesão que poderiam ter. Estou desejoso que o meu carro esteja pronto, porque já estou farto de gastar dinheiro em táxis.
quinta-feira, agosto 27
E nasceu a segunda cubanita!
Hoje de manhã ao acordar, fui espreitar o aspecto da minha cubanita. E não é que ao lado dela nasceu mais uma! Elas tardam mas fazem-se. Estão ambas em bom estado de saúde e recomendam-se. Um dia destes publico umas fotos das meninas!
terça-feira, agosto 18
Casa e afins...
Agora que ando embrenhado no tema da casa, fiquei a saber duas coisas muito interessantes.
1) Em vez de ter de pagar X, vou ter de pagar X/2 pelo imposto de selo e pelo IMT. Metade de valores desta grandeza consegue ser uma óptima notícia!
2) Existe um cartão de crédito do IKEA sem juros por 24 meses.
Duas notícias bem interessantes, portanto :)
1) Em vez de ter de pagar X, vou ter de pagar X/2 pelo imposto de selo e pelo IMT. Metade de valores desta grandeza consegue ser uma óptima notícia!
2) Existe um cartão de crédito do IKEA sem juros por 24 meses.
Duas notícias bem interessantes, portanto :)
segunda-feira, agosto 17
A minha cubanita
Quem já me conhece há algum tempo sabe que eu adoro plantas. São seres magníficos e muitas vezes maltratados.
Hoje queria falar da minha cubanita. Numa viagem recente a Cuba, numa ida à praia, reparei numas trepadeiras que cresciam sob um sol escaldante, mesmo na areia da praia, e que mantinham no entanto um verde viçoso e umas flores lindas. E pensei logo que se se davam bem num clima tão inóspito, certamente conseguiriam vingar no meu vaso lá de casa. E então, resolvi trazer umas quantas sementes da mesma e enterrá-las no vaso cá em Lisboa. E na chegada agora das férias, foi ver duas folhas no vaso a brotar da terra. Nasceu a minha cubanita. Estou agora é preocupado com a chegada do Inverno. Pode ser que morra de frio. Vou-vos mantendo actualizados.
Hoje queria falar da minha cubanita. Numa viagem recente a Cuba, numa ida à praia, reparei numas trepadeiras que cresciam sob um sol escaldante, mesmo na areia da praia, e que mantinham no entanto um verde viçoso e umas flores lindas. E pensei logo que se se davam bem num clima tão inóspito, certamente conseguiriam vingar no meu vaso lá de casa. E então, resolvi trazer umas quantas sementes da mesma e enterrá-las no vaso cá em Lisboa. E na chegada agora das férias, foi ver duas folhas no vaso a brotar da terra. Nasceu a minha cubanita. Estou agora é preocupado com a chegada do Inverno. Pode ser que morra de frio. Vou-vos mantendo actualizados.
Casa@Caminho
Nesta quinta feira darei início a uma nova fase da minha vida. Pela primeira vez serei proprietário de algo que calha a todos. Uma casa. É o culminar de anos de um percurso que só um grande esforço de antevisão consegue manter vivo. Acho que na altura em que abraçar aquelas paredes é que vou perceber que valeu mesmo a pena queimar pestanas a estudar, e outras tantas a trabalhar que nem um louco (literalmente). E como todas as novas fases na vida de uma pessoa, já tenho na manga mais algumas alterações que vou tentar implementar. Vamos ver se corre tudo como o planeado.
sexta-feira, julho 31
Constipações!
Estarmos adoentados resulta mesmo. É uma purga. Dá-nos aquilo que precisamos para valorizar tudo o que fazemos quando não estamos doentes. E para isso basta uma constipação mais difícil de curar. O mais incrível é que até estou contente com isto. Faz baixar o ritmo acelerado da vida.
quarta-feira, julho 29
Ainda há gente que sabe
Quem conhece bem o verdadeiro tuga, sabe que o carro é como se fosse um objecto de museu, digno de mais arrumação e limpeza do que a sua própria casa. Uma verdadeira extensão da sua personalidade. Posto isto, alguém se lembrou de uma ideia brilhante - que não é assim tão brilhante porque não é nova - mas que é brilhante porque dada a situação não poderia ter sido melhor aplicada. Na zona que percorro (por enquanto) até ao meu trabalho, passo por uma zona de infantários e escolas com algumas passadeiras. E como alguns tendem a desreipeitá-las, ou a transformar aquilo numa pista de rally, a câmara, ou a junta, ou uma peregrina instituição qualquer resolver colocar umas mega lombas - daquelas em que o carro chega a ficar totalmente em cima da lomba - para atenuar a velocidade a que os carros passam or ali. E claro que, tudo que é tuga, com a sua paranóia em relação ao seu carro, praticamente reduz a velocidade para zero, provocando uma fila digna do nome bicha. E estamos ainda em pleno Verão, em que as escolas não estão a funcionar. Quando começarem as aulas, já não devo ter de fazer este percurso a caminho do trabalho, mas garanto-vos que toda a gente que vem da Infante Santo para o centro da cidade vai demorar bastante mais tempo para chegar ao destino. O mais engraçado é que tudo isto seria contornável se as pessoas cumprissem as paragens da passadeira. E também seria contornável se as pessoas percebessem que a suspensão do carro existe para ser usada. Uns pagam pelos outros. É uma estupidez.
terça-feira, julho 21
Brightless live
Era uma vez uma menina nascida em Lisboa. Nascida numa barraca de madeira, onde os seus pais vindos da Roménia se tinham instalado. Durante a sua infância andou ao colo da mãe a pedir à beira da estrada nas ruas da capital. Sempre bem adormecida, para que a sua agitação não afectasse o “negócio”. Chegada aos 8 anos, chegou a independência. Passou a pedir sozinha e a sofrer sozinha. De cada vez que a policia a apanhava, dava-lhe umas valentes lições de moral, que passaram a violência à medida que os anos foram avançando. E de cada vez que ia para casa queixar-se à família, o álcool que o pai tanto gostava ditava que teria de voltar para a sua “profissão”. A certa altura fartou-se, mas sem habilitações teve de se empregar num negócio obscuro para conseguir sobreviver. E foi nesse emprego que foi apanhada pelo SEF, quando estava numa casa de prostituição. Foi expulsa do país porque não tinha documentação. Foi enviada para a Roménia, que era a terra dos seus pais. Assim que chegou, e sem raízes nenhumas que a ligassem a este novo país, decidiu fazer uma coisa.
segunda-feira, julho 20
Rescaldo do fim de semana
E como prometido, aqui deixo o relato da pescaria deste fim-de-semana. Resultado prático: zero exemplares caçados! A água estava com muito pouca visibilidade, o que tornou impossível conseguir sucesso nas águas algarvias. Ainda assim, uma nota amarga. Da única vez que vi um exemplar (um choco de tamanho muitíssimo interessante) não levei a arma. Foi bastante deprimente ver o bicharoco a deambular à minha frente, como se estivesse a zombar comigo. Enfim, mais fins de semana de caçada se seguirão
quinta-feira, julho 16
Caça!
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