sexta-feira, julho 31
Constipações!
Estarmos adoentados resulta mesmo. É uma purga. Dá-nos aquilo que precisamos para valorizar tudo o que fazemos quando não estamos doentes. E para isso basta uma constipação mais difícil de curar. O mais incrível é que até estou contente com isto. Faz baixar o ritmo acelerado da vida.
quarta-feira, julho 29
Ainda há gente que sabe
Quem conhece bem o verdadeiro tuga, sabe que o carro é como se fosse um objecto de museu, digno de mais arrumação e limpeza do que a sua própria casa. Uma verdadeira extensão da sua personalidade. Posto isto, alguém se lembrou de uma ideia brilhante - que não é assim tão brilhante porque não é nova - mas que é brilhante porque dada a situação não poderia ter sido melhor aplicada. Na zona que percorro (por enquanto) até ao meu trabalho, passo por uma zona de infantários e escolas com algumas passadeiras. E como alguns tendem a desreipeitá-las, ou a transformar aquilo numa pista de rally, a câmara, ou a junta, ou uma peregrina instituição qualquer resolver colocar umas mega lombas - daquelas em que o carro chega a ficar totalmente em cima da lomba - para atenuar a velocidade a que os carros passam or ali. E claro que, tudo que é tuga, com a sua paranóia em relação ao seu carro, praticamente reduz a velocidade para zero, provocando uma fila digna do nome bicha. E estamos ainda em pleno Verão, em que as escolas não estão a funcionar. Quando começarem as aulas, já não devo ter de fazer este percurso a caminho do trabalho, mas garanto-vos que toda a gente que vem da Infante Santo para o centro da cidade vai demorar bastante mais tempo para chegar ao destino. O mais engraçado é que tudo isto seria contornável se as pessoas cumprissem as paragens da passadeira. E também seria contornável se as pessoas percebessem que a suspensão do carro existe para ser usada. Uns pagam pelos outros. É uma estupidez.
terça-feira, julho 21
Brightless live
Era uma vez uma menina nascida em Lisboa. Nascida numa barraca de madeira, onde os seus pais vindos da Roménia se tinham instalado. Durante a sua infância andou ao colo da mãe a pedir à beira da estrada nas ruas da capital. Sempre bem adormecida, para que a sua agitação não afectasse o “negócio”. Chegada aos 8 anos, chegou a independência. Passou a pedir sozinha e a sofrer sozinha. De cada vez que a policia a apanhava, dava-lhe umas valentes lições de moral, que passaram a violência à medida que os anos foram avançando. E de cada vez que ia para casa queixar-se à família, o álcool que o pai tanto gostava ditava que teria de voltar para a sua “profissão”. A certa altura fartou-se, mas sem habilitações teve de se empregar num negócio obscuro para conseguir sobreviver. E foi nesse emprego que foi apanhada pelo SEF, quando estava numa casa de prostituição. Foi expulsa do país porque não tinha documentação. Foi enviada para a Roménia, que era a terra dos seus pais. Assim que chegou, e sem raízes nenhumas que a ligassem a este novo país, decidiu fazer uma coisa.
segunda-feira, julho 20
Rescaldo do fim de semana
E como prometido, aqui deixo o relato da pescaria deste fim-de-semana. Resultado prático: zero exemplares caçados! A água estava com muito pouca visibilidade, o que tornou impossível conseguir sucesso nas águas algarvias. Ainda assim, uma nota amarga. Da única vez que vi um exemplar (um choco de tamanho muitíssimo interessante) não levei a arma. Foi bastante deprimente ver o bicharoco a deambular à minha frente, como se estivesse a zombar comigo. Enfim, mais fins de semana de caçada se seguirão
quinta-feira, julho 16
Caça!
quarta-feira, julho 15
Até parece de propósito!
E não é que hoje estão a bloquear todos os carros dos homens das obras?!? Haja justiça :)
segunda-feira, julho 13
E a saga continua...
Como muitos devem saber, neste momento tenho vindo de carro para o trabalho. Não tendo lugar de garagem, tenho que estacionar nas zonas exploradas pela Emel. E como qualquer um, tenho que ir retirando ao longo do dia os títulos de parquímetro para que o carro se mantenha em situação legal. Acontecem no entanto algumas excepções à regra. Num edifício em obras mesmo em frente ao meu trabalho, há sempre uma dezena de carros estacionados em cima do passeio que parecem estar acima da lei. Qualquer carro parado há mais de cinco minutos em cima do passeio fica bloqueado nesta zona. Mas os carros do senhores que trabalham nas obras não. Ainda hoje foi ver dois inspectores da Emel em conversação com os homens das obras, tendo o resultado sido nulo. Nem multas, nem bloqueamentos e os carros continuam lá estacionados. Também aqui perto, a caminho do Príncipe Real, há uma mercearia de um velhote que também passa incólume. O senhor tem a carrinha à frente do estabelecimento, com uns cartões a tapar as rodas, a dizer mercearia. E parece que funciona na perfeição. Estou a imaginar-me a colocar também uns cartões nas rodas do meu carro a dizer “funcionário ao serviço do BES”, para ver o que acontecia… Isto é uma vergonha. Tanto os homens das obras, como o senhor da mercearia, como toda a gente que leva o carro para ir trabalhar deviam ser alvo do mesmo tipo de critérios.
quinta-feira, julho 9
Good News Daily
Em conversa, um amigo de trabalho falou-me de uma ideia interessante. O conceito de um novo tipo de jornal que se chamaria Good News Daily. E esse nome dever-se-ia à abrangência das notícias que iriam preencher o jornal – teriam de ser apenas notícias positivas do que se passa um pouco por todo o lado. Imaginem de manhã ir tomar um café e apenas lerem informações animadoras sobre a economia, a sociedade, o ambiente, etc. Seria um início de manhã em grande.
Acho que seria um conceito a explorar.
Acho que seria um conceito a explorar.
sexta-feira, julho 3
Terceiro Mundismo
Não consigo perceber esta coisa das frotas de carros do governo ou das embaixadas, envolvidos em carros e motas da polícia, num frenesim a caminho dos hotéis aqui da Av. da Liberdade. Numa estrada sem trânsito, onde apenas se tem de esperar que o sinal mude para verde, lá vão eles parar o trânsito no sentido oposto para chegar mais rapidamente ao destino. O que é o mesmo que dizer que para salvaguardar que chegam a horas às conferências, atrasam todos os outros carros que são obrigados a deixá-los passar. Não sou fundamentalista ao ponto de achar que situações destas não possam existir, como na deslocação de um presidente dos Estados Unidos em Lisboa, onde há razões de segurança envolvidas. Mas como isto acontece por aqui umas 10 vezes em dia, acho que deve haver pessoas transportadas nestes carros que não correm nenhum risco iminente em relação à sua integridade física, que apenas não querem sujeitar-se ao trânsito da cidade. E isto para mim é absolutamente inaceitável. Se querem chegar cedo saem mais cedo a caminho dos locais de destino. Como aliás todos temos de fazer…
FDS
Hoje é dia de partir para a Aldeia do Trízio, localizada à beira da barragem de Castelo de Bode. Este fim-de-semana será recheado de natureza (paisagem magnífica), desporto (wakeboard), convívio (festa popular de Verão) e bronze. Até segunda!
terça-feira, junho 30
Angola, o funil de África
Já se ouvia em conversas de café há muito tempo que para iniciar projectos empresariais em Angola era preciso o apoio do presidente José Eduardo dos Santos ou familiares próximos. E é o que tem acontecido sempre que as empresas portuguesas tentam entrar no mercado angolano. Mas se dantes a coisa era relativamente abafada e escondida, agora é tudo feito às claras. É notícia diária de jornais.
Aqui podem ver no portal das empresas do Governo de Angola as ligações da filha de José Eduardo dos Santos às empresas portuguesas.
A mim o que me perturba não é a iniciativa empresarial da família Santos, mas apenas a sua “capacidade” de entrar no capital de qualquer empresa portuguesa que queira investir em Angola. Faz-me lembrar com demasiada semelhança as máfias que existiam em Nova Iorque e as máfias que ainda existem em Itália, há pouco tempo retratadas em filme. Acho verdadeiramente terceiro mundista que esta situação não seja comentada na nossa comunicação social. Porque se está na moda uma empresa ambientalmente responsável (que é agora a nova moda nas empresas) acho que não deveria ter passado de moda a responsabilidade social que qualquer empresa deve ter para com o povo angolano.
Aqui podem ver no portal das empresas do Governo de Angola as ligações da filha de José Eduardo dos Santos às empresas portuguesas.
A mim o que me perturba não é a iniciativa empresarial da família Santos, mas apenas a sua “capacidade” de entrar no capital de qualquer empresa portuguesa que queira investir em Angola. Faz-me lembrar com demasiada semelhança as máfias que existiam em Nova Iorque e as máfias que ainda existem em Itália, há pouco tempo retratadas em filme. Acho verdadeiramente terceiro mundista que esta situação não seja comentada na nossa comunicação social. Porque se está na moda uma empresa ambientalmente responsável (que é agora a nova moda nas empresas) acho que não deveria ter passado de moda a responsabilidade social que qualquer empresa deve ter para com o povo angolano.
quinta-feira, junho 25
E agora já num estado de maior libertação mental!
Já tenho cartão MB, daqui a meia hora já tenho o pedido de cartão de cidadão tratado. Já fui buscar as análises. Já fui ao médico. Já marquei restaurante e realizei o bendito jantar. Ainda faltam as restantes coisas, mas já estou a ver a situação menos nebulosa! :)
quarta-feira, junho 24
Temas a mais para tratar provocam lentidão mental…
É neste estado em que eu estou! Roubaram-me a carteira há uns dias. Cancelei os cartões. Agora tenho que tratar de renovar cartões. Tenho que ir à loja do cidadão. Tenho também que ir ao médico. Tenho que ir buscar as análises. Tenho que marcar mais uma consulta. Tenho que devolver o dinheiro a quem me emprestou. Tenho que marcar restaurante para o meu jantar de anos com pais e irmãs. Tenho que decidir se vou ou não para a Areia Branca este fim-de-semana. Tenho que mandar mensagens que estão em falta. Tenho de comprar roupa para o trabalho. Tenho que azucrinar a cabeça à minha Lenka que não põe lá os pés à semana e meia. E por isso, ainda nem comecei a pensar nas próximas férias...
segunda-feira, junho 22
domingo, junho 21
quinta-feira, junho 18
Já chega...
Estava eu a caminho do meu reparador almoço em casa, depois de uma manhã de trabalho, e apanho pelo caminho mais uma manifestação de professores. Sem querer parecer reaccionário, já não tenho muita paciência para esta gente. Já não vou à questão das avaliações, que acho perfeitamente razoável. Nem vou entrar por aí. Nem sequer está aí a questão. O que esta gente tem que perceber é que trabalha para o Estado. E quem manda no Estado é o Governo. E este é eleito por todos nós. Por isso, o Estado funciona como nós achamos que deve funcionar. E quem trabalha para o Estado tem mais é que acarretar aquilo que o Estado determina. Estão insatisfeitos, procurem emprego noutro lado. Ah, e tal, os colégios também não oferecem boas condições… Então, vão trabalhar fora do sector do ensino. Eu também estou a trabalhar numa área em que não me formei. E conheço muitos amigos meus nesta situação. Ninguém está a obrigar os professores a trabalhar nem mais nem menos. Eles têm sempre a opção de mudar de emprego. Isto irrita-me sobejamente. Acho que é preciso muita lata para me interromperem a estrada no caminho para minha casa. E como dizia o meu avô, vão mas é cavar batatas.
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