Retirado daqui:
• Um homem possui legalmente o cabelo da sua mulher, pelo que uma mulher não pode cortá-lo sem autorização do marido (Michigan, USA)DC
• É crime cortar o cabelo de uma mulher (Wisconsin, USA) DC
• As mulheres estão proibidas de arranjar o seu próprio cabelo sem autorização do estado (Oklahoma, USA) DC
• A pena por masturbação é a decapitação (Indonésia) DC
• É ilegal beijar um estrangeiro (Arábia Saudita) DC
• Não é permitido a um homem beijar uma mulher enquanto ela estiver a dormir (Longon County, USA) DC
• Não é permitido duas pessoas beijarem-se em frente de uma Igreja (Boston, USA) DC
• Os beijos devem durar no máximo cinco minutos (Iowa, USA) DC
• Os homens que estão sempre a beijar outras pessoas não podem deixar crescer bigodes (Indiana, USA) DC
• Qualquer pessoa que seja objecto de sexo anal está a infringir a lei (Owensboro, USA) DC
• Os homossexuais estão proibidos de viver no país (Singapura) DC
• Só é permitido fazer sexo com um canguru quando se está bêbado (Austrália) DC
• É considerado crime tentar fazer sexo com o seu próprio cão (Creta, Grécia) DC
• É proibido beijar num combóio (Wisconsin, USA) DC
• Não é crime um homem praticar sexo com um animal desde que este não exceda 18 kg de peso (West Virgínia, USA) DC
• Os homens estão autorizados, por lei, a praticar sexo com animais, mas estes têm de ser do sexo feminino. Ter relações sexuais com animais do sexo masculino é punido com a morte (Líbano) DC
• É ilegal ter relações sexuais com a fêmea do porco-espinho (Florida, USA) DC
• É proibido aos animais acasalar publicamente a 1500 metros de distância de bares, escolas ou locais de culto (Califórnia, USA) DC
• O sexo oral é um crime, excepto se for usado como uma forma de preparação para o acto em si (Singapura) DC
• É considerado ofensa ter em funcionamento uma clínica onde se efectue extracção dos ovários por ser considerada uma actividade desprezível (Arad, Roménia) DC
• A idade legal para a prática de actos sexuais é 16 anos, a não ser que a pessoa esteja ao cuidado de uma pessoa mais velha, sendo nesse caso 18 anos (Austrália) DC
• Um homem não está autorizado a beber mais do que três golos de cerveja quando estiver na cama com uma mulher ou a tiver nos braços (Iowa, USA) DC
• Não é permitido aos maridos beijar as mulheres ao Domingo (Hartford, USA) DC
• Um homem com bigode nunca pode beijar uma mulher em público (Iowa, USA) DC
• Um marido não deve beijar os seios da mulher (Florida, USA) DC
• É ilegal um homem ter relações sexuais com mãe e filha ao mesmo tempo (Santa cruz, Bolívia) DC
• É ilegal qualquer forma de exposição do nu artístico (Aguascalientes, México) DC
• É considerada ofensa tomar duche nu (Flórida) DC
• É ilegal qualquer homem, dentro dos limites da cidade, piscar o olho a uma mulher desconhecida (Cottumwa, USA) DC
• Se um casal de solteiros for a um hotel ou motel e se registar como casado, pela lei estadual essas pessoas estão legalmente casados (North Carolina, USA) DC
• É proibido as mulheres usarem calças (Tucson, USA) DC
• A mulher não pode estar em cima de homem em actividades sexuais (Massachusetts, USA) DC
• Não é permitido amamentar em público (Ohio, USA) DC
• É proibido praticar sexo antes do casamento (Oklaoma, USA) DC
• As mulheres não estão autorizadas a permanecer perto de um bar quando estão a beber (Wyoming, USA) DC
• Em nenhuma casa, podem viver mais do que seis raparigas (Maricopa County, USA) DC
• É ilegal mais de 16 mulheres ocuparem uma casa em conjunto, porque isso é considerado um bordel. No entanto, cerca de 120 homens podem viver juntos sem que tal constitua uma infracção da lei (Pennsylvania, USA) DC DC
• Casar por aposta dá ao casal o direito legal a uma anulação de casamento (Lewew, Inglaterra) DC
• Um homem só pode casar com uma prima direita se esta tiver menos de 55 anos de idade (West Virgínia, USA) DC
• Uma mulher não pode casar com o mesmo homem mais do que quatro vezes (Kentucky, USA) DC
• Não se pode ter relações sexuais com as luzes acesas numa posição diferente da do missionário (Virgínia, USA) DC
• Enquanto tem relações sexuais deve manter a posição de missionário e ter as persianas corridas (North Carolina, USA) DC
• É ilegal que um homem e uma mulher pratiquem sexo noutra posição que não seja a posição do missionário (Montana, USA) DC
• Não é permitido dançar nu em público (Lancaster County, USA) DC
• A maioridade para o casamento é aos 16 anos, mas, se a rapariga for virgem, é aos 12 anos (Tennessee, USA) DC
• Nenhum homem está autorizado a fazer amor com a mulher com hálito a alho, cebola ou sardinha. Se a mulher o desejar, a lei manda que ele lave os dentes (Minnesota, USA) DC
• As mulheres devem cobrir o corpo com pelo menos 16 metros de tecido, em qualquer circunstância (Charlotte, USA) DC DC
• É ilegal sussurrar-se obscenidades ao ouvido do parceiro durante o acto sexual (Oregon, USA) DC
• É proibido excitar homens em público (Allentown, USA) DC
• As mulheres têm de ter licença para usar cosméticos (Morrisville, USA) DC
• As mulheres não estão autorizadas a praguejar (Logan, Utah, USA) DC
• A luz do dia deve ser visível entre os pares dançarinos num salão de baile (Monroe, USA) DC
• É ilegal uma mulher conduzir um automóvel pela rua principal, excepto se o marido for à frente da vítima com uma bandeira (Waynesboro, USA) DC
• Os homens considerados culpados de desfloração de virgens, independentemente da idade ou do estatuto marital, podem incorrer numa pena de prisão de cinco anos (Auburn, USA) DC
• Mulheres que se sentem ao colo de homens em autocarros ou comboios, sem colocarem uma almofada entre os seus corpos, enfrentam automaticamente uma sentença de prisão de doze meses (Seatle, USA) DC
• É ilegal uma secretária estar dentro de uma sala sozinha com o patrão (Pasadena, USA) DC
• Um homem está legalmente autorizado a bater na sua mulher com um cinto ou uma correia de couro, mas o cinto não pode ter uma largura superior a dois dedos, a não ser que o marido tenha o consentimento da mulher (Los Angeles, USA) DC
• As mulheres são obrigadas a ter uma autorização escrita do marido para poderem usar dentes postiços (Vermont, USA) DC
• É proibido uma mulher aparecer em publico sem estar depilada (New México, USA) DC
• As mulheres estão proibidas de usar cintas, porque não deve ser negado ao normal e fogoso macho americano o privilégio de admirar o corpo curvo e liberto de uma jovem (Excelcior Springs, USA) DC
• É contra a lei usar roupa transparente (Rhode Island, Providence, USA) DC
• Cada hotel tem de ter duas camas individuais. As camas devem estar separadas uma da outra, no mínimo 50 cm, quando um casal as aluga por uma noite. É ilegal fazer amor no chão entre as camas (Sioux Falls, USA) DC
• Todos os donos de hotéis devem fornecer a cada um dos seus clientes um pijama limpo e passado a ferro. Nenhum casal, mesmo casado, pode dormir nu, só podem praticar sexo se tiverem vestido um pijama de algodão limpo (Hastings, USA) DC
• É proibido as mulheres usarem calças (Tucson, USA) DC
• É ilegal a venda de preservativos em máquinas, excepto em locais onde as bebidas alcoólicas são vendidas para consumo próprio (Maryland, USA) DC
• Qualquer polícia que desconfie que está a ocorrer uma relação sexual num automóvel, deve ir por trás, buzinar ou acender as luzes três vezes e esperar aproximadamente dois minutos antes de sair do carro e investigar (Coeur d’Alene, USA) DC
• Os taxistas estão proibidos de fazer amor no barco da frente do táxi durante os trajectos (Massachusetts, USA) DC
• Os casais estão autorizados a praticar sexo num veículo estacionado durante a pausa de trabalho para almoço, desde que o automóvel ou a carrinha tenha as cortinas corridas para evitar que os intrusos espreitem (New México, USA) DC
• É ilegal fazer cócegas às mulheres (Virgínia, USA) DC
• Os casais não estão autorizados a fazer amor nos veículos, a não ser que a viatura esteja estacionada na sua propriedade (Detroit, USA) DC
• Nenhuma mulher pode praticar sexo com um homem no interior de uma ambulância em movimento. Se for apanhada, poderá ser maltratada e ter o seu nome impresso no jornal local. A identidade do homem não será revelada nem será maltratado (Tremonton, Utah, USA) DC
• Ninguém pode ter relações sexuais, na parte de trás de uma ambulância quando esta estiver a responder a uma emergência (Utah, USA) DC
• É ilegal ter relações sexuais no adro de uma igreja (North Carolina, USA) DC
• É proibida toda a actividade sexual entre membros do sexo oposto na parte da frente de uma casa após o pôr-do-sol se estiverem nus (Montana, USA) DC
• É ilegal um homem ralhar com a mulher ao Domingo (Detroit, USA) DC
• De acordo com a lei sobre bordéis é proibido que mais do que quatro pessoas não aparentadas, vivam na mesma casa ou apartamento (Marquette, USA) DC
• Uma mulher não pode sair à rua sem usar espartilho (Norfolk, USA) DC
• É considerado felonia que uma mulher abra o correio do seu marido (Montana, USA) DC
• É ilegal estar nu na própria casa com as persianas abertas (Manitoba, USA) DC
• As mulheres podem andar publicamente sem soutien, desde que não seja com intuitos comerciais (New York City, USA) DC
• As mulheres não estão autorizadas a permanecer na rua em roupa interior (New York City, USA) DC
• É proibido praticar sexo dentro de lojas de produtos congelados (Newcastle, USA) DC
• Durante as horas de serviço as mulheres que trabalharem para o Governo da cidade não devem usar mini-saias ou outras roupas que possam ser “provocantes” (Guadalajara, México) DC
• Uma mulher só pode ter relações sexuais com o seu marido e, na primeira vez em que tal aconteça, a mãe dela deve estar presente no quarto para testemunhar o acto (Cali, Colômbia) DC
• É ilegal um homem disparar uma arma quando a sua companheira está a ter um orgasmo (Wisconsin, USA) DC
• É proibido as mulheres aparecerem com pêlos em público (incluindo nas pernas e face) (Carrizozo, Novo México, USA) DC
• Uma mulher não pode dançar em cima de uma mesa de um salão ou bar se não tiver vestido pelo menos 1,5 Kg de roupa (Montana, USA) DC
segunda-feira, junho 25
Noite de São João

Ontem estive na noite de São João. Foi a minha primeira vez e tenho a dizer-vos que não fica mesmo nada atrás do Santo António em Lisboa. Posso mesmo garantir que aquilo é muito mais à frente! Fui de carro com uma amiga minha que alinha em tudo o que meta diversão. Viemos no carro a traçar planos e mal chegamos fomos beber umas imperiais para uma esplanada em frente ao mar na Foz...
Muito bom! De seguida, entrámos para o carro e fizemos a marginal em sentido inverso a caminho da Ribeira. Um lugar central estava mesmo à nossa espera. Veio mesmo a calhar! Fomos jantar a um restaurante próximo da Praça da Ribeira, num aniversário de uma rapariga que tinha amigos comuns nossos no Porto. Antecipadamente tinhamos reservado dois lugares, pelo que conseguimos jantar confortavelmente no centro da festa.
À meia noite descemos para junto do rio para assistir ao espectáculo de fogo de artifício e daí fomos para o Baile de Miragaia, que estava a abarrotar mas ainda assim tinha acesso fácil a bebida e a casa de banho.
Lá ficamos a atestar até às 6 da manhã e nessa altura recordamos que não tinhamos sequer reservado hotel para ficar mas amavelmente fomos convidados a ficar em casa de amigos. A gente do Porto é muito hospitaleira e apercebi-me que há muita gente de Lisboa a comemorar o São João no Porto. Eu enquanto tiver oportunidade vou fazer disto uma tradição porque adoro estas festas populares e recomendo vivamente a toda a gente!
sexta-feira, junho 22
quarta-feira, junho 6
Santos Populares, esta época maravilhosa!!!

Já seria interessante saber que existe um site que nos dá a conhecer as melhores festas populares na Europa… Ter a oportunidade de viajar e ter a certeza de encontrar sempre festas populares um pouco por toda a Europa.
Este site dá-nos a conhecer isso mesmo! E mais… diz-nos que os Santos Populares estão em 19º lugar no ranking das melhores. Nada que eu ainda não soubesse…
E é por isso que posso desde já avançar que vou mais uma vez marcar presença para beber a minha imperial e febra assada, na expectativa de vos encontrar a todos por lá.
Quantos mais melhor, porque aquelas encostas só têm piada quando estão cheias de gente com boa disposição!
Este site dá-nos a conhecer isso mesmo! E mais… diz-nos que os Santos Populares estão em 19º lugar no ranking das melhores. Nada que eu ainda não soubesse…
E é por isso que posso desde já avançar que vou mais uma vez marcar presença para beber a minha imperial e febra assada, na expectativa de vos encontrar a todos por lá.
Quantos mais melhor, porque aquelas encostas só têm piada quando estão cheias de gente com boa disposição!
sexta-feira, maio 25
História roubada a um amigo de Erasmus
Durante os meus 6 meses de Erasmus na Bélgica, conheci um brasileiro que morava na minha residência e que tinha feito a licenciatura em Oxford, estando na altura na Bélgica a fazer o mestrado em Biotecnologia.
Entretanto, completou os seus estudos e voltou a Brasil, onde penso que se encontra agora. Ele também tem um blog, que já não é actualizado há algum tempo, que tem posts deliciosos, e é exactamente um desses posts que aqui deixo, by Sergio de Alencar.
O japonês
É incrível como pessoas com histórias incríveis para nos contar passam muitas vezes despercebidas pelos nossos caminhos. Talvez por um low profile destas pessoas ou, muitas vezes, por causa da nossa infeliz capacidade de injustamente estereotipar os outros.Como foi o caso quando conheci Schmidt, que estudava Física comigo. Pelo fato de não falar e entender bem o inglês e estar sempre rindo de tudo, até do que não era engraçado, considerava-o uma pessoa boba, sem graça. Além disso jamais se pronunciava nas aulas, passando boa parte do tempo girando habilidosamente seu lápis com os dedos. Certa vez o professor me disse que ele estava matriculado para estudar quatro A Levels em um ano e foi aí que, além de considerá-lo como bobo, passei a vê-lo também como louco.
Por incrível que pareça, Schmidt era um japonês. Acontece que muitos orientais que vão morar na Europa adotam nomes ocidentais para facilitar a pronúncia. Assim é comum encontrar uma Jessica de Xangai, Simon do Tókio, ou até mesmo Roberto da Singapura. Uma outra tarefa tão difícil quanto pronunciar o nome de um oriental é acertar sua idade. Conheci uma vez uma tailandesa que aparentava ter uns quinze anos de idade, mas que na realidade tinha vinte e seis. Schmidt parecia ter dezessete, mas tinha vinte e oito. Imaginei qual seria a reação das pessoas se os dois se casassem e chegassem de aliança e dois carrinhos de bebê em um restaurante no Brasil.
Antes de vir estudar na Inglaterra Schmidt era músico profissional, tocava na Philarmonica de Tókio, e conhecia mais sobre música brasileira erudita do que todos nossos avós juntos. Me apresentou pela primeira vez a Antonio Villa Lobos, Egberto Gismonti, e inúmeros outros, e sou muito grato por isso. Sabia tocar vários instrumentos musicais, e pude comprovar seu dom de músico ao escutá-lo tocar o violão. No entanto há alguns anos, Schmidt começou a sentir fortes dores no pulso direito quando tocava o violão, e procurou um médico. Foi diagnosticado um problema muscular que o impossibilitaria de tocar por muitas horas e vários dias seguidos. Assim sua carreira na Philarmonica japonesa foi bruscamente interrompida.
No entanto Schmidt tinha outros dons guardados os quais desconhecia. Forçado pelos pais a deixar o Japão e estudar na Inglaterra, fato que não consigo compreender, pois o Japão possui muitas universidades excelentes, ele decidiu buscar uma vaga em Arqueologia em Oxford. Detalhe, Schmidt não estudava há mais de dez anos, desde que havia iniciado carreira como músico.
Certa vez estávamos na biblioteca da escola fazendo a tarefa de casa, quando um grupo de russos chegou e se sentou a uma mesa ao lado. Não conseguíamos nos concentrar com o barulho vindo de lá, e após pedí-los várias vezes que fizessem menos barulho, Schmidt resolveu também se pronunciar, mas desta vez em russo, para minha surpresa. Ao perguntá-lo onde aprendeu, me disse que havia morado em uma pequena cidade no leste da Rússia, para onde foi com o objetivo de aprender esta complexa língua. Me disse que foi uma experiência dura, principalmente por ser japonês e por isso discriminado. Me dizia que às vezes gangues o levavam para florestas e o enchiam de pancadas, deixando-o caído por lá sem ninguém para ajudá-lo.
Apesar de todas as barreiras conseguiu três As e um B em Física, Matemática, Estatística e História e foi aceito por Oxford.Schmidt me deu várias lições de vida, a maior delas foi sua perseverança, sua vontade e força de superação em situações adversas. Sob forte pressão familiar, emocional, cultural, conseguiu absorver tudo isso e conseguiu um lugar na prestigiosa Oxford.
by Sérgio de Alencar
segunda-feira, maio 21
Férias felizes | Animais felizes

Este é o lema de uma campanha da Liga Portuguesa para os Direitos dos Animais para este Verão.
E porque um blog não deve ser exclusivamente para expor estados de de humor, resolvi dar a conhecer uma campanha muito interessante que esta associação resolveu lançar.
Trata-se de arranjar anfitriões para permanecerem com os animais enquanto os seus donos vão de férias.
Tendo em conta que os hotéis para animais costumam ser bastante dispendiosos, esta solução pode ser bem mais económica evitando os abandonos tão frequentes nestas alturas do ano.
Como está no site: "Nesta lista encontra algumas das localidades onde voluntários podem ficar com o seu animal. Todos os dias há novas ofertas, logo, mesmo que não encontre aqui a sua área de residência, contacte-nos".
E porque um blog não deve ser exclusivamente para expor estados de de humor, resolvi dar a conhecer uma campanha muito interessante que esta associação resolveu lançar.
Trata-se de arranjar anfitriões para permanecerem com os animais enquanto os seus donos vão de férias.
Tendo em conta que os hotéis para animais costumam ser bastante dispendiosos, esta solução pode ser bem mais económica evitando os abandonos tão frequentes nestas alturas do ano.
Como está no site: "Nesta lista encontra algumas das localidades onde voluntários podem ficar com o seu animal. Todos os dias há novas ofertas, logo, mesmo que não encontre aqui a sua área de residência, contacte-nos".
quinta-feira, maio 17
Histórias de uma vida

Estava naquela cadeira de rodas há três anos, vencido pelo cansaço de uma vida repleta de actividade. Talvez tenha sido exactamente essa vida fulgurante que só é reservada aos mais insatisfeitos que lhe esgotou toda a energia física mas o seu rosto iluminado pelo Sol da manhã transmitia uma tranquilidade própria de quem chega ao cume de uma montanha, após uma longa caminhada, com acesso a uma vista panorâmica sobre o Mundo.
Os seus 73 anos eram agora vividos de memórias de uma vida preenchida de recordações e de hábitos de uma vida que iam endurecendo com o passar dos anos.
A paciência para as pombas que teimavam em povoar a sua varanda de eleição era cada vez menor, pelo que desenvolvia esquemas cada vez mais sórdidos e cruéis para as manter afastadas.
O último episódio despoletou uma verdadeira guerra familiar, pois resolveu trazer dois gatos da rua à revelia da sua mulher, que era alérgica, para caçarem as pombas que tanto o atormentavam.
Depois de duas horas de grande discussão, com a mulher a ameaçar sair de casa para ir viver com a filha mais velha, lá resolveu condicionar a existência das duas criaturas à sua varanda, submetendo-os a um espaço de 15 m2 e proporcionando-lhes uma dieta pobre como forma de potenciar o seu espírito caçador…
Os seus 73 anos eram agora vividos de memórias de uma vida preenchida de recordações e de hábitos de uma vida que iam endurecendo com o passar dos anos.
A paciência para as pombas que teimavam em povoar a sua varanda de eleição era cada vez menor, pelo que desenvolvia esquemas cada vez mais sórdidos e cruéis para as manter afastadas.
O último episódio despoletou uma verdadeira guerra familiar, pois resolveu trazer dois gatos da rua à revelia da sua mulher, que era alérgica, para caçarem as pombas que tanto o atormentavam.
Depois de duas horas de grande discussão, com a mulher a ameaçar sair de casa para ir viver com a filha mais velha, lá resolveu condicionar a existência das duas criaturas à sua varanda, submetendo-os a um espaço de 15 m2 e proporcionando-lhes uma dieta pobre como forma de potenciar o seu espírito caçador…
terça-feira, maio 15
Aceitam-se sugestões para festas de anos interessantes

Dentro de duas semanas volto a fazer a minha festa de anos. No ano passado o acontecimento deu-se no PeNu, na Costa da Caparica, uns dias após o ataque de borboletas e uns meses antes de a praia desse bar ter desaparecido.
Ou seja, em boa hora fiz por lá a minha festa de anos porque hoje em dia isso já não seria possível!
A grande questão que se coloca é onde fazer a nova festa de aniversário. Aceitam-se sugestões de lugares diferentes, que saiam um pouco da rotina do jantar e saída, sem mais…
Tenho em andamento um pedido de orçamento para uma festa diferente, para os lados do Cartaxo, que contaria com jantar numa quinta, com bebidas incluídas, dormida por lá e banhos de sol de piscina no dia seguinte.
O mais provável é que o valor seja proibitivo, por isso volto a fazer o apelo! Informem-me de programas interessantes a um valor ainda mais interessante, por favor!!!
Ou seja, em boa hora fiz por lá a minha festa de anos porque hoje em dia isso já não seria possível!
A grande questão que se coloca é onde fazer a nova festa de aniversário. Aceitam-se sugestões de lugares diferentes, que saiam um pouco da rotina do jantar e saída, sem mais…
Tenho em andamento um pedido de orçamento para uma festa diferente, para os lados do Cartaxo, que contaria com jantar numa quinta, com bebidas incluídas, dormida por lá e banhos de sol de piscina no dia seguinte.
O mais provável é que o valor seja proibitivo, por isso volto a fazer o apelo! Informem-me de programas interessantes a um valor ainda mais interessante, por favor!!!
quinta-feira, maio 10
O drama das pombas!
Durante a minha estadia num cliente onde estou a trabalhar, tenho observado atentamente uns bichos a que nunca prestei muita atenção, e que despertam quer ódio quer paixão por parte da população portuguesa. Estou a falar das pombas, que abundam na Baixa Lisboeta e na Av. da Liberdade.
Durante as minhas paragens para um ou outro cigarro, costumo ir para umas escadas exteriores onde se desenrolam as mais variadas histórias entre esta população avícola, designadamente as relacionadas com o seu ciclo de reprodução.
Acompanhei durante algumas semanas o desenvolvimento de uma cria até ao seu estado adulto, suportado por dois pais extremosos que aturavam todas as birras inimagináveis do adolescente.
Nesta fase, à falta de melhor, tenho observado as relações amorosas que se estabelecem no pátio, onde o macho se avoluma em relação à fêmea, eriçando as suas penas, acompanhando com uns passos de dança muito engraçados, a fazer lembrar uma valsa de Viena.
Por vezes tem sorte, mas na maioria das vezes elas continuam a fazer o seu percurso fingindo ignorá-los.
Já percebi que se estiverem interessadas, a certa altura em vez de ser o macho a ter o ónus de perseguir a fêmea para todo o lado, começa ela a ter a iniciativa de o acompanhar nas suas deslocações.
E claro, a certa altura, já tenho visto sessões de sexo desenfreadas, com muitos beijinhos à mistura, coisa que só tinha visto antes com os meus periquitos.
Mas este carinho todo entre os casais levou-me a pensar no terrível que seria de um par se perdesse do seu companheiro.
E claro que como a mentalidade humana só consegue imaginar o que está à sua volta através da observação de si mesmo, comecei a pensar se seria possível isto acontecer com a espécie humana.
Nos dias de hoje, com o advento do telemóvel, a possibilidade de alguém perder o contacto com a pessoa amada são muito remotas, e só possíveis se esse for o seu desejo.
Mas se pensarmos na geração dos nossos pais e avós, que não tinham telemóveis, e-mails e muitas vezes telefone, embora a hipótese de não voltarmos a ver a pessoa amada aumentasse substancialmente, continuava a ser remota, porque as pessoas vivem em casa, trabalham num determinado emprego, dão-se com determinados amigos e pertencem a uma família, pelo que existem imensos fios de novelo por onde puxar até voltar para ao pé da pessoa desejada.
E aqui se levantou a minha questão. E as pombas? Como é que elas fazem? Será que basta uma delas estar com sede e fugir para uma fonte próxima para eventualmente nunca voltarem a ver o seu companheiro?
Há que ter um enorme respeito pelas pombas e por todos os seres que vivem neste mundo que com uma grande dose de probabilidade vão perder os seus companheiros ao longo da sua vida, nunca mais os podendo voltar a encontrar…
Durante as minhas paragens para um ou outro cigarro, costumo ir para umas escadas exteriores onde se desenrolam as mais variadas histórias entre esta população avícola, designadamente as relacionadas com o seu ciclo de reprodução.
Acompanhei durante algumas semanas o desenvolvimento de uma cria até ao seu estado adulto, suportado por dois pais extremosos que aturavam todas as birras inimagináveis do adolescente.
Nesta fase, à falta de melhor, tenho observado as relações amorosas que se estabelecem no pátio, onde o macho se avoluma em relação à fêmea, eriçando as suas penas, acompanhando com uns passos de dança muito engraçados, a fazer lembrar uma valsa de Viena.
Por vezes tem sorte, mas na maioria das vezes elas continuam a fazer o seu percurso fingindo ignorá-los.
Já percebi que se estiverem interessadas, a certa altura em vez de ser o macho a ter o ónus de perseguir a fêmea para todo o lado, começa ela a ter a iniciativa de o acompanhar nas suas deslocações.
E claro, a certa altura, já tenho visto sessões de sexo desenfreadas, com muitos beijinhos à mistura, coisa que só tinha visto antes com os meus periquitos.
Mas este carinho todo entre os casais levou-me a pensar no terrível que seria de um par se perdesse do seu companheiro.
E claro que como a mentalidade humana só consegue imaginar o que está à sua volta através da observação de si mesmo, comecei a pensar se seria possível isto acontecer com a espécie humana.
Nos dias de hoje, com o advento do telemóvel, a possibilidade de alguém perder o contacto com a pessoa amada são muito remotas, e só possíveis se esse for o seu desejo.
Mas se pensarmos na geração dos nossos pais e avós, que não tinham telemóveis, e-mails e muitas vezes telefone, embora a hipótese de não voltarmos a ver a pessoa amada aumentasse substancialmente, continuava a ser remota, porque as pessoas vivem em casa, trabalham num determinado emprego, dão-se com determinados amigos e pertencem a uma família, pelo que existem imensos fios de novelo por onde puxar até voltar para ao pé da pessoa desejada.
E aqui se levantou a minha questão. E as pombas? Como é que elas fazem? Será que basta uma delas estar com sede e fugir para uma fonte próxima para eventualmente nunca voltarem a ver o seu companheiro?
Há que ter um enorme respeito pelas pombas e por todos os seres que vivem neste mundo que com uma grande dose de probabilidade vão perder os seus companheiros ao longo da sua vida, nunca mais os podendo voltar a encontrar…
quinta-feira, abril 19
Opções gastronómicas
Sempre que almoço para os lados do Saldanha, costumo optar por um de dois restaurantes: 1) Antigo Cup & Cino e actual Vá-se-lá-saber-o-quê e 2) Não-me-lembro-do-nome-agora e fica no inicio da Rua Actor Taborda (também muito conhecida por rua do Cinebolso), logo no início da rua à direita de que quem vem a descer a Casal Ribeiro.
Depois desta introdução geográfica, vou-vos tentar explicar as qualidades e defeitos de um e outro. Eu diria que eles são antagónicos, e posso adiantar que nuns dias apetece-me ir a um e noutros dias a outro.
O Cup & Cino, no que se refere ao menu, dá-nos a basicamente um oferta na área da junk food. Tendo em conta o regime anti-colesterol que tenho andado a seguir, o menu que peço sempre poderia eventualmente chamar-se menu verde, porque peço uma lasanha verde, acompanhada de um chá verde, e por fim, um café castanho.
No que se refere ao serviço, temos empregados geralmente solícitos, que nos trazem a comida com alguma destreza, desde que não estejam na hora de mudança de turno. Numa dada ocasião houve um empregado que decidiu que não me podia servir porque o turno dele estava mesmo a chegar ao fim, pelo que tive de esperar que um novo empregado entrasse ao serviço.
Quanto ao espaço, temos decoração diversificada, moderna, jornais para ler, muita luminosidade e pessoas jovens e descontraídas.
No que se refere ao Não-me-lembro-do-nome-agora, estamos na presença de um restaurante onde de come uma comida muito variada, sempre com pratos do dia diferentes. Eu peço sempre bifes de peru grelhados acompanhados de arroz, que é um prato delicioso e farto. Bastante diferente do mini-prato do Cup & Cino, onde após duas garfadas já temos o prato a meio.
O serviço é muito peculiar. Temos um único empregado, que é o dono do restaurante, e com o qual simpatizo bastante. Tem os seus 50 e muitos anos, e anda de um lado para o outro a servir as suas 20 mesas. Sempre que vou lá já sei que nem vale a pena pedir a conta. Dirijo-me directamente ao balcão e rezo para não demorar mais de 10 minutos para que ele tenha disponibilidade de me dar o troco de volta.
Na cozinha está a mulher dele, e os pedidos dos clientes são disparados para a cozinha pelo dono do restaurante.
O espaço é de uma pobreza franciscana, completamente desactualizado e em estado avançado de deterioração. Mas o dono do restaurante tem uma forma bastante pragmática de o pôr como “novo”.
A título de exemplo, o balcão tem aquelas típicas filas de cadeiras associados e amovíveis, onde noutros tempos deveriam comem algumas pessoas ao balcão. Hoje em dia já ninguém se senta por lá, pelo que os estofos já estão rasgados e num ou noutro caso já não consta a cadeira. Apenas o tubo de metal a que estava soldada.
O dono do restaurante, com medo que alguém se ferisse naquele tubo de ferro afiado, e recorrendo ao seu pragmatismo extraordinário, resolveu partir duas garrafas de plástico pela metade e pô-las invertidas em cada um dos canos, para ninguém se poder magoar. Ganha-se em segurança, perde-se em estética. Este segundo conceito de estética é quase de certeza uma palavra a que o dono do restaurante se vai dedicar numa outra passagem pela Terra, porque me parece que hoje em dia ele não se preocupa muito com isso.
Voltando à descrição do espaço, posso dizer-vos que no Inverno faz imenso frio (porque não há aquecimento) e no Verão faz imenso calor (porque não há ar condicionado).
É bastante escuro e sombrio, e o mobiliário é já muito antigo. Os menus são escritos todos os dias à mão e vêm dentro de umas cartas de menu oferecidas pela Coca-cola. Mais uma vez o senhor pensou? Porque é que eu hei-de ter uns menus todos bonitos com o nome do restaurante e tal, se posso aproveitar os que a Coca-cola me oferece? Pragmatismo é a palavra de ordem neste restaurante.
No que se refere aos visitantes do espaço, são maioritariamente pessoal de escritórios das redondezas.
O que me leva a vir a este espaço de vez em quando ainda não percebi muito bem o que é… Pelo preço não é de certeza, porque é semelhante ao do Cup & Cino… Acho que é mesmo simpatia pela singularidade do espaço e do dono do restaurante e pelo ambiente kitsch …
Depois desta introdução geográfica, vou-vos tentar explicar as qualidades e defeitos de um e outro. Eu diria que eles são antagónicos, e posso adiantar que nuns dias apetece-me ir a um e noutros dias a outro.
O Cup & Cino, no que se refere ao menu, dá-nos a basicamente um oferta na área da junk food. Tendo em conta o regime anti-colesterol que tenho andado a seguir, o menu que peço sempre poderia eventualmente chamar-se menu verde, porque peço uma lasanha verde, acompanhada de um chá verde, e por fim, um café castanho.
No que se refere ao serviço, temos empregados geralmente solícitos, que nos trazem a comida com alguma destreza, desde que não estejam na hora de mudança de turno. Numa dada ocasião houve um empregado que decidiu que não me podia servir porque o turno dele estava mesmo a chegar ao fim, pelo que tive de esperar que um novo empregado entrasse ao serviço.
Quanto ao espaço, temos decoração diversificada, moderna, jornais para ler, muita luminosidade e pessoas jovens e descontraídas.
No que se refere ao Não-me-lembro-do-nome-agora, estamos na presença de um restaurante onde de come uma comida muito variada, sempre com pratos do dia diferentes. Eu peço sempre bifes de peru grelhados acompanhados de arroz, que é um prato delicioso e farto. Bastante diferente do mini-prato do Cup & Cino, onde após duas garfadas já temos o prato a meio.
O serviço é muito peculiar. Temos um único empregado, que é o dono do restaurante, e com o qual simpatizo bastante. Tem os seus 50 e muitos anos, e anda de um lado para o outro a servir as suas 20 mesas. Sempre que vou lá já sei que nem vale a pena pedir a conta. Dirijo-me directamente ao balcão e rezo para não demorar mais de 10 minutos para que ele tenha disponibilidade de me dar o troco de volta.
Na cozinha está a mulher dele, e os pedidos dos clientes são disparados para a cozinha pelo dono do restaurante.
O espaço é de uma pobreza franciscana, completamente desactualizado e em estado avançado de deterioração. Mas o dono do restaurante tem uma forma bastante pragmática de o pôr como “novo”.
A título de exemplo, o balcão tem aquelas típicas filas de cadeiras associados e amovíveis, onde noutros tempos deveriam comem algumas pessoas ao balcão. Hoje em dia já ninguém se senta por lá, pelo que os estofos já estão rasgados e num ou noutro caso já não consta a cadeira. Apenas o tubo de metal a que estava soldada.
O dono do restaurante, com medo que alguém se ferisse naquele tubo de ferro afiado, e recorrendo ao seu pragmatismo extraordinário, resolveu partir duas garrafas de plástico pela metade e pô-las invertidas em cada um dos canos, para ninguém se poder magoar. Ganha-se em segurança, perde-se em estética. Este segundo conceito de estética é quase de certeza uma palavra a que o dono do restaurante se vai dedicar numa outra passagem pela Terra, porque me parece que hoje em dia ele não se preocupa muito com isso.
Voltando à descrição do espaço, posso dizer-vos que no Inverno faz imenso frio (porque não há aquecimento) e no Verão faz imenso calor (porque não há ar condicionado).
É bastante escuro e sombrio, e o mobiliário é já muito antigo. Os menus são escritos todos os dias à mão e vêm dentro de umas cartas de menu oferecidas pela Coca-cola. Mais uma vez o senhor pensou? Porque é que eu hei-de ter uns menus todos bonitos com o nome do restaurante e tal, se posso aproveitar os que a Coca-cola me oferece? Pragmatismo é a palavra de ordem neste restaurante.
No que se refere aos visitantes do espaço, são maioritariamente pessoal de escritórios das redondezas.
O que me leva a vir a este espaço de vez em quando ainda não percebi muito bem o que é… Pelo preço não é de certeza, porque é semelhante ao do Cup & Cino… Acho que é mesmo simpatia pela singularidade do espaço e do dono do restaurante e pelo ambiente kitsch …
quinta-feira, abril 12
Mistério por desvendar!
sábado, fevereiro 24
Negócios da China
No outro dia, em conversa com colegas de trabalho, e numa verdadeira viagem na maionese, lembrei-me de uma ideia de negócio que decidi partilhar com todos vós, leitores do meu recatado blog. A ideia é desafiar-vos a fazer dela o vosso negócio...
Antes de mais, devo avisar os mais susceptiveis de que a ideia é absolutamente capitalista, e visa explorar os trabalhadores. Procura maximizar o lucro das empresas, através da redução dos seus custos fixos.
Contextualizando um pouco, esta ideia seria aplicável a todas as empresas, já que todas as empresas têm empregados.
Seria claramente mais apelativa às grandes empresas, que têm um número maior de empregados.
Se olharmos para o processo de recrutamento das empresas, podemos dividi-lo, temporalmente, em: colocação do anúncio de oferta, recepção de candidaturas, análise de candidaturas, 1ª fase de entrevistas, 2ª fase de entrevistas... última fase de candidaturas e contratação.
A ideia seria aplicável na última fase de candidaturas, na qual já estavam seleccionados um leque de pessoas que já preenhiam os requisitos básicos do empregador.
Nesta altura, o empregador procura o empregado ao melhor preço, ou seja, a quem tenha de pagar menos.
Para profissões mais indiferenciadas, que requeiram menos qualificações, o critério de selecção é quase exclusivamente o salário que o empregado estará disposto a auferir.
Desta forma, o conceito que acho que poderia resultar seria um leilão invertido de salários.
Neste leilão estariam presentes todos os candidatos que já preenhessem todos os requisitos não financeiros para o cargo a ocupar e "lutariam" pela sua posição disponibilizando-se para receberem um salário inferior.
Desta forma, teriamos uma base de licitação do ordenado em 1000€, com o Zé Manel no minuto 1 a licitar 950, seguido do Chico no minuto dois a gritar 900€... acabando a licitação nos 700 € para o Zé Pedro, que será o empregado escolhido.
É perverso, mas eu acho que ia resultar!
PS - Peço desculpa, mas já estava há muito tempo para escrever no blog e não estava com muitas ideias...
Antes de mais, devo avisar os mais susceptiveis de que a ideia é absolutamente capitalista, e visa explorar os trabalhadores. Procura maximizar o lucro das empresas, através da redução dos seus custos fixos.
Contextualizando um pouco, esta ideia seria aplicável a todas as empresas, já que todas as empresas têm empregados.
Seria claramente mais apelativa às grandes empresas, que têm um número maior de empregados.
Se olharmos para o processo de recrutamento das empresas, podemos dividi-lo, temporalmente, em: colocação do anúncio de oferta, recepção de candidaturas, análise de candidaturas, 1ª fase de entrevistas, 2ª fase de entrevistas... última fase de candidaturas e contratação.
A ideia seria aplicável na última fase de candidaturas, na qual já estavam seleccionados um leque de pessoas que já preenhiam os requisitos básicos do empregador.
Nesta altura, o empregador procura o empregado ao melhor preço, ou seja, a quem tenha de pagar menos.
Para profissões mais indiferenciadas, que requeiram menos qualificações, o critério de selecção é quase exclusivamente o salário que o empregado estará disposto a auferir.
Desta forma, o conceito que acho que poderia resultar seria um leilão invertido de salários.
Neste leilão estariam presentes todos os candidatos que já preenhessem todos os requisitos não financeiros para o cargo a ocupar e "lutariam" pela sua posição disponibilizando-se para receberem um salário inferior.
Desta forma, teriamos uma base de licitação do ordenado em 1000€, com o Zé Manel no minuto 1 a licitar 950, seguido do Chico no minuto dois a gritar 900€... acabando a licitação nos 700 € para o Zé Pedro, que será o empregado escolhido.
É perverso, mas eu acho que ia resultar!
PS - Peço desculpa, mas já estava há muito tempo para escrever no blog e não estava com muitas ideias...
domingo, janeiro 28
Escritórios dos tempos modernos
Os escritórios estão de facto equipados a rigor para reduzir ao mínimo a nossa imaginação. Cores ténues, esquemas de cadeiras e mesas repetitivas, silêncio… Sem nos apercebermos se calhar o suficiente, isto são as linhas de montagem do taylorismo adaptadas aos tempos modernos. Tudo a bem da produtividade e dos aumentos de eficiência.
Abro desde já aqui um parêntesis para afirmar que tenho noção de que os ambientes de trabalho não são necessariamente assim em todas as profissões, mas refiro-me ao trabalho de escritório, onde boa parte dos colegas que tenho se insere
De facto, esta guerra desenfreada pela produtividade quase de certeza que é incontornável, pois vivemos num mundo global, em que as empresas competem livremente e onde o Estado já não dita as regras.
Assim sendo, ou bem que as empresas portuguesas se evidenciam em relação às suas congéneres, ou acabamos todos sem trabalho, o que não me parece uma boa solução.
Inventar uma espécie de grito do Ipiranga, e instaurar um conjunto de medidas de controlo do Estado no sentido de garantir um pouco mais de humanidade nas nossas empresas seria também uma má ideia, que nos levaria uma vez mais a uma situação difícil para o país.
Mas olhando para o meu caso em particular, digo-vos que não me importava nada de ceder 30% do meu ordenado para ter menos 30% de tempo ocupado com o trabalho. Eram só vantagens em boa verdade. Esses 30% nem se iam fazer sentir já que eu sou daquelas pessoas que por falta de tempo fazem consumos completamente irreflectidos e supérfluos.
Se tivesse mais serenidade de espíritos e menos stress acumulado iria gastar o meu dinheiro de uma forma muito mais racional e reflectida.
Só tinha a ganhar com isso.
Abro desde já aqui um parêntesis para afirmar que tenho noção de que os ambientes de trabalho não são necessariamente assim em todas as profissões, mas refiro-me ao trabalho de escritório, onde boa parte dos colegas que tenho se insere
De facto, esta guerra desenfreada pela produtividade quase de certeza que é incontornável, pois vivemos num mundo global, em que as empresas competem livremente e onde o Estado já não dita as regras.
Assim sendo, ou bem que as empresas portuguesas se evidenciam em relação às suas congéneres, ou acabamos todos sem trabalho, o que não me parece uma boa solução.
Inventar uma espécie de grito do Ipiranga, e instaurar um conjunto de medidas de controlo do Estado no sentido de garantir um pouco mais de humanidade nas nossas empresas seria também uma má ideia, que nos levaria uma vez mais a uma situação difícil para o país.
Mas olhando para o meu caso em particular, digo-vos que não me importava nada de ceder 30% do meu ordenado para ter menos 30% de tempo ocupado com o trabalho. Eram só vantagens em boa verdade. Esses 30% nem se iam fazer sentir já que eu sou daquelas pessoas que por falta de tempo fazem consumos completamente irreflectidos e supérfluos.
Se tivesse mais serenidade de espíritos e menos stress acumulado iria gastar o meu dinheiro de uma forma muito mais racional e reflectida.
Só tinha a ganhar com isso.
sexta-feira, janeiro 12
O segredo da imortalidade

No outro dia pus-me a pensar e cheguei a uma conclusão. Só morre mesmo quem quer. Ou seja, só desaparece da face da Terra quem não se mexe…
Pode parecer absurdo mas não é! Cheguei a esta conclusão quando discutia com um colega de trabalho sobre questões relacionadas com a memorização. Estávamos a falar sobre que existem algumas pessoas que conseguem fixar uma enormidade de informação com aparente facilidade. Ao que soube no decorrer da conversa, existe um senhor que consegue reproduzir uma sequência de 52 cartas de jogar com apenas uma observação. Basicamente, se nós pegássemos num baralho de cartas e o baralhássemos, e distribuíssemos as 52 cartas numa dada sequência, o senhor conseguia reproduzi-las. Ele dizia que a forma que arranjava para fixar a sequência era contar uma história à medida que visualizava as cartas. Do género, a rainha de copas foi tomar um café com o 7 de paus….e por aí fora. Eu avancei também com algumas teorias que tenho ouvido aqui e ali, no caso sobre que na verdade nós não fixamos os números do nosso telemóvel mas antes a melodia associada aos números ditos de uma determinada forma. Basicamente, se costumamos dizer 96 552 67 32, dificilmente conseguimos acabar de um dizer de uma forma rápida se nos pedirem para começar por 965 526… porque a sonoridade é outra. Desta conversa comecei a pensar que na verdade uma pessoa passa a vida a tentar descobrir a forma como o nosso cérebro está programado, já que aparentemente há formas mais fáceis de optimizar o nosso cérebro. No caso em questão, existem formas mais fáceis do nosso cérebro fixar do que outras. Isto resulta de milhões de anos de evolução genética, que vem numa primeira linha dos nossos pais e acaba no princípio dos tempos.
Comecei a pensar nisso, na questão de que muito do que sou eu é uma herança genética e foi aí que percebi que na verdade, já cá estou neste mundo há muitos milhões de anos…
Isto porque, se pensarmos bem, o ser humano que é cada um de nós é o resultado do cruzamento de material genético vivo, o óvulo e o espermatozóide. Ou seja, há um bocadinho de material genético vivo que foi passado do corpo dos nossos pais para nós, da mesma forma que já passou também dos nossos avós para os nossos pais, e por aí forma….
É incrível pensar desta forma, mas nós já estamos neste Mundo há muito tempo.
Daí a introdução de que em boa verdade só morre quem quer, na medida em que é sempre possível (na generalidade), deixar-mos um pouco de nós por muitos mais anos…
terça-feira, dezembro 19
As férias tão próximas...
Nem quero acreditar que daqui a apenas 3 dias vou iniciar um período de 10 dias de férias. É bom demais para acreditar!!! Finalmente um tempinho para descansar desta rotina agitada. Quando andava na escola, onde o tempo passava mais devagar, tinha tempo para apreciar todos os espaços de forma mais detalhada e descontraída. Se fosse a caminho da escola, apanhava a camioneta e depois o metro e pelo percurso andava serenamente a observar as pessoas, a sentir os solavancos provocados pelo motorista, a observar as mudanças da chegada ao Outono, a sentir o frio que se fazia, a recostar-me e a sentir as minhas costas no banco… Depois já na escola, era procurar a sala de aula e observar as caras conhecidas dos meus colegas, ir pôr a mochila ao lugar, estar um pouco na conversa sentados em cima das mesas e depois uma correria quando alguém anunciava a chegada da professora…
Depois, era aquela atitude passiva de ouvir a professora a debitar matéria, ir escrevendo os apontamentos que achássemos interessantes, ir rabiscando uns desenhos, ir trocando dois dedos de conversa com os colegas de turma e passada a manhã estávamos no almoço… Nessa altura, quando ainda estava no colégio, tínhamos o hábito de ir almoçar pouco antes de terminar a hora de almoço, evitando desta forma a fila que inicialmente era monstruosa, assumindo depois as freiras a faceta monstruosa chateando-nos a dizer que já estavam a fechar o refeitório e que tínhamos de passar a vir mais cedo. Foram 6 anos a dizer que amanhã é que era, e foram 6 anos a fazer o mesmo esquema. Muito bom.
Depois era iniciar a tarde, com as salas bem iluminadas, o Sol a passar entre os estores… Sempre fui daqueles que adorava o Sol a passar entre os estores, mas havia sempre alguém que se sentia incomodado com tanta luminosidade. Ainda hoje, provavelmente pelo facto de estar sempre num open space sem luz natural, e não contactar com ela nos meus dias, quando vou de manhã a subir a Calçada de Carriche não ponho a pala para baixo quando o Sol me encandeia os olhos, porque claramente prefiro ir mais devagar e ter mais dificuldade a conduzir a perder aqueles 2 minutos de vitamina E.
O que o entardecer nos reservava era o caminho inverso ao da manhã… a não ser que houvesse as tão desejadas reuniões de pais. Quando haviam, ficávamos no colégio até mais tarde e estava criada a atmosfera necessária para umas conversas mais soltas, onde as expressões das caras à nossa volta não vão muito além de silhuetas, onde ruborizar não era visível e onde os risos saem mais sonoros sem o ruído dos dias…
As férias representam para mim um regresso a tudo isso, a um nível de stress mais aceitável, a uma cabeça mais limpa, a um corpo menos pesado e rígido...
Depois, era aquela atitude passiva de ouvir a professora a debitar matéria, ir escrevendo os apontamentos que achássemos interessantes, ir rabiscando uns desenhos, ir trocando dois dedos de conversa com os colegas de turma e passada a manhã estávamos no almoço… Nessa altura, quando ainda estava no colégio, tínhamos o hábito de ir almoçar pouco antes de terminar a hora de almoço, evitando desta forma a fila que inicialmente era monstruosa, assumindo depois as freiras a faceta monstruosa chateando-nos a dizer que já estavam a fechar o refeitório e que tínhamos de passar a vir mais cedo. Foram 6 anos a dizer que amanhã é que era, e foram 6 anos a fazer o mesmo esquema. Muito bom.
Depois era iniciar a tarde, com as salas bem iluminadas, o Sol a passar entre os estores… Sempre fui daqueles que adorava o Sol a passar entre os estores, mas havia sempre alguém que se sentia incomodado com tanta luminosidade. Ainda hoje, provavelmente pelo facto de estar sempre num open space sem luz natural, e não contactar com ela nos meus dias, quando vou de manhã a subir a Calçada de Carriche não ponho a pala para baixo quando o Sol me encandeia os olhos, porque claramente prefiro ir mais devagar e ter mais dificuldade a conduzir a perder aqueles 2 minutos de vitamina E.
O que o entardecer nos reservava era o caminho inverso ao da manhã… a não ser que houvesse as tão desejadas reuniões de pais. Quando haviam, ficávamos no colégio até mais tarde e estava criada a atmosfera necessária para umas conversas mais soltas, onde as expressões das caras à nossa volta não vão muito além de silhuetas, onde ruborizar não era visível e onde os risos saem mais sonoros sem o ruído dos dias…
As férias representam para mim um regresso a tudo isso, a um nível de stress mais aceitável, a uma cabeça mais limpa, a um corpo menos pesado e rígido...
quarta-feira, dezembro 13
Desenhos inocentes...





Estes desenhos poderiam revelar uma paz de espírito e uma candura impressionantes...
Pertencem a Angelo Buono, Charles Ng, Gerald Stano, Harrison Graham e Herbert Mullen aos quais estão associados os números 10, +25, 41, +7 e 13.
Estes senhores são conhecidos Serial Killers e os números são o número de mortes de que eles estão acusados.
Incrível não é?
Vejam mais pormenores em http://www.yuppiepunk.org/2005/01/killer-art-serial-killer-art-review.html
terça-feira, dezembro 12
What if...
Às vezes dá-me vontade de escrever ao desafio. Não influenciar em nada as ideias que vão surgindo em catadupa. Não censurar nada. Deixar apenas fluir… Em tempos, achei que não devia ler livros porque dessa forma poderia ter uma escrita cristalina e completamente original. Mas agora já não há nada a fazer. Já me contaminei com livros e jornais o suficiente.
Por vezes penso também que seria interessante fazer o exercício de escrever sem nenhuma lógica, tornando a escrita como um exercício de estado de alma, sem nenhum propósito de parecer coerente e escorreita, sem uma parte introdutória que induza as conclusões finais, através de induções ou deduções orquestradas.
O problema é que textos sem objectivos podem ser um pouco vazios de interesse, não passarem mensagem nenhuma. Seriam basicamente de consumo rápido e rapidamente seriam esquecidos.
Acho que vou começar a fazer uns textos desse género, e depois comprometo-me apenas a corrigir erros ortográficos ou gramaticais, mas prometo não censurar as ideias…
Por vezes penso também que seria interessante fazer o exercício de escrever sem nenhuma lógica, tornando a escrita como um exercício de estado de alma, sem nenhum propósito de parecer coerente e escorreita, sem uma parte introdutória que induza as conclusões finais, através de induções ou deduções orquestradas.
O problema é que textos sem objectivos podem ser um pouco vazios de interesse, não passarem mensagem nenhuma. Seriam basicamente de consumo rápido e rapidamente seriam esquecidos.
Acho que vou começar a fazer uns textos desse género, e depois comprometo-me apenas a corrigir erros ortográficos ou gramaticais, mas prometo não censurar as ideias…
segunda-feira, dezembro 4
Madrid me encanta

Primeira visita oficial e tenho a dizer que gostei muito de Madrid. Gostei tanto de Madrid que resolvi aproveitar ao máximo tudo o que a cidade tinha para oferecer, principalmente no que se refere à sua noite fantástica. Esta opção noctívaga trouxe apenas o inconveniente de não me permitir relatar como foram os meus dias por lá, por grave amnésia e entorpecimento provocado pelo álcool. Não consigo referir o nome de um único restaurante, bar ou discoteca por onde passei. De resto, lembro-me apenas do nome de duas ruas principais, o Paseo de la Castellana e a Gran Via, e da rua onde fiquei instalado que se chamava Calle Cervantes.
Ainda assim, vou relatar acontecimentos esporádicos e situações de que me lembro, sem arriscar o seu enquadramento no tempo e por vezes no espaço.
Consegui dar um pulo ao Thyssen-Bornemisza Museum of Art, que tinha uma colecção organização por ordem de antiguidade. Começava no 2º andar com quadros do Século XI da escola italiana, francesa e flamenga e terminava com arte moderna, passando pelo meio por pintores norte-americanos do Século XIX.
O meu fim-de-semana cultural ficou-se por esta visita... Conheço pessoas que sempre que visitam uma cidade deixam algum museu ou espaço por visitar, de forma a deixarem um teaser para uma próxima visita. Posso sempre pensar, para não me deixar preencher por um sentimento de culpa, que estou muito mais profissional e estou a dar-me a oportunidade de não uma mas várias próximas visitas.
Adorei os madrilenos, que são muito simpáticas, adorei as tapas que acompanhavam as imperiais, e achei piada à quantidade de brasileiros que se querem fazer passar por madrilenos mas que rapidamente são apanhados ao fim de duas ou três palavras.
Houve um brasileiro, que estava a distribuir flyers no meio da rua para aliciar as pessoas para um determinado bar, que me esteve a explicar que em Madrid se ganhava mais do que em Lisboa… o que eu já suspeitava. Mas o que eu achei piada foi um desabafo que o senhor fez em relação à situação dos imigrantes brasileiros em Portugal.
O senhor veio com a seguinte pérola, e passo a citar (convém ler com sotaque brasileiro): “Cara, me disseram que em Portugal a Policial Federal (?!?!?) está expulsando os imigrantes brasileiros ilegais….”.
quarta-feira, novembro 29

Sabem aquela sensação limite em que temos várias coisas para fazer, cada um delas objectivamente fácil de fazer, mas que todas juntas nos transmitem uma sensação de nebulosidade no horizonte, toldando-nos os movimentos físicos e psíquicos, fazendo-nos mergulhar na apatia misturada com uma ansiedade muito grande?
É exactamente isso que estou a sentir durante o dia de hoje, e cada vez que faço o exercício de listar as tarefas, prioritizá-las e pegar na primeira, ao primeiro embate desanimo e volto ao estado geral de strogonoff mental.
Acho que estou a precisar de umas férias, ou quem sabe de um reboot ao meu peculiar cérebro…
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