Há já bastante tempo que não tinha um daqueles momentos clássicos em que andamos a desancar num professor com ele nas nossas costas a ouvir-nos. Mas claro que tinha de aparecer a excepção que confirma a regra. E ela teve o seu dia reservado para ontem, no meu local de trabalho.
Como muitos devem saber, o meu dia a dia é passado a comprar e vender acções, isto explicado de uma forma muito simplista. E para efectuar operações, tenho contacto com brokers a quem damos as ordens de bolsa, quer por telefone, por chat ou por videoconferência. Por outro lado, para que se consigo lucrar no trading de acções, é necessário “adivinhar” tendências de comportamento das acções, que ora sobem ora descem, e contamos com a ajuda dos brokers nesse processo.
E serve isto para enquadrar o que se passou. Um dos brokers com quem nós trabalhamos é o Kevin O’Dowd, que trabalha em Boston. E ele tem a rara capacidade de ter ideias precisamente contrárias ao comportamento do mercado. Se acha que as acções vão subir, elas descem; se acha que vão descer, elas sobem. Ora isto pode parecer mau mas na verdade é óptimo, porque ele acaba por acertar sempre, mas ao contrário. E por isso, na brincadeira, comecei a falar com um colega de mesa, a dizer que o novo nome desse broker deveria ser Kevin Contrarian No Doubt, sempre com uma bela gargalhada associada. E claro que tinha de haver uma vídeoconferencia ligada para o Kevin, iniciada por um colega que se encontrava exactamente entre nós, e que permitiu ao Kevin ouvir tudo. E claro que fui apanhado… Ele apareceu no chat a dizer coisas como: “Yeah, i know i’m a contrarian indicator of the market…”, e eu perguntei-lhe de onde é que lhe tinha vindo essa ideia, e ele disse que tinha vindo de mim. E pronto, percebi que tinha sido apanhado.
quarta-feira, abril 29
segunda-feira, abril 27
Alguma preocupação...
Se a Sida, que é a Sida, consegue manter-se propagada por todo o Mundo, e tem uma forma de contágio relativamente limitada, parece-me óbvio que não vai tardar muito a estarmos todos fungosos a afinar com uma bela de uma gripe suína. Não vejo mesmo forma de contornar esta situação. A pior parte, é que apesar de facilmente controlada, não existem stocks a nível mundial para tratar toda a gente que potencialmente ficará infectada. E já nem me vou queixar das minhas férias na Riviera Maia, que há tanto tempo esperava, e que terão de ficar adiadas para outra ocasião…
sexta-feira, abril 24
Conversa avulso no fumício do meu trabalho
aaa
Eu (AB) – Isto estamos com um azar. Parece que cada vez que chega o fim-de-semana começa o mau tempo.
Colega de trabalho (CT) – Pois, isto parece que anda mesmo tudo desregulado. Precisávamos de qualquer coisa para ver se estes dias de chuva passassem para o meio da semana.
AB – Olha, uma boa ideia era uma bomba nuclear na Coreia do Norte. Mas uma que explodisse logo ali, que eles estivessem a montar e que rebentasse.
CT – Pois é pá, esses países é uma chatice. São imensas pessoas e ninguém tem controlo naquilo.
AB – Pois, há uns tempos vi um programa em que eles tentavam fugir pela China mas mal eles os apanhavam era reenviados para lá e torturados. Houve uma que estava grávida e espancaram-na até perder o bebé.
CT – Pois, é uma chatice. É um problema que existe na China e em África. São imensos e ninguém tem mão naquilo. E agora ainda está pior. Eles como têm uma mortalidade infantil muito alta têm sempre imensos filhos para ver se algum se safa. E agora em África põem-se a construir hospitais e ainda é pior. São ainda mais e cada vez mais pobres. Nós europeus temos uma ou duas crianças e a coisa sempre é mais estável. Ao menos na China, como aquilo é uma ditadura, eles sempre podem dizer às pessoas que só podem ter 1 filho. Mesmo assim, sabes que por ano há 150 mil jovens a entrar para o mercado de trabalho na China. É um exagero, e como são mais mão de obra do que a procura que existe, toca a baixar salários. E obviamente, chegam cá com produtos mais baratos.
AB – Pois…
CT – Sabes que eu acho que isto devia era haver barreiras alfandegárias. Assim a Europa tá lixada em três tempos. Como é que nós vamos competir com eles? E ainda por cima consumimos produtos que não respeitam as normas de fabrico ecológicas que existem para as empresas europeias. Isto no mínimo, era aplicar taxas ecológicas. Nós assim não podemos competir com eles. Se calhar estou errado, mas é assim que eu vejo as coisas.
AB – Pois, se calhar até tens razão.
Estas conversas de cigarro são sempre engraçadas.
Eu (AB) – Isto estamos com um azar. Parece que cada vez que chega o fim-de-semana começa o mau tempo.
Colega de trabalho (CT) – Pois, isto parece que anda mesmo tudo desregulado. Precisávamos de qualquer coisa para ver se estes dias de chuva passassem para o meio da semana.
AB – Olha, uma boa ideia era uma bomba nuclear na Coreia do Norte. Mas uma que explodisse logo ali, que eles estivessem a montar e que rebentasse.
CT – Pois é pá, esses países é uma chatice. São imensas pessoas e ninguém tem controlo naquilo.
AB – Pois, há uns tempos vi um programa em que eles tentavam fugir pela China mas mal eles os apanhavam era reenviados para lá e torturados. Houve uma que estava grávida e espancaram-na até perder o bebé.
CT – Pois, é uma chatice. É um problema que existe na China e em África. São imensos e ninguém tem mão naquilo. E agora ainda está pior. Eles como têm uma mortalidade infantil muito alta têm sempre imensos filhos para ver se algum se safa. E agora em África põem-se a construir hospitais e ainda é pior. São ainda mais e cada vez mais pobres. Nós europeus temos uma ou duas crianças e a coisa sempre é mais estável. Ao menos na China, como aquilo é uma ditadura, eles sempre podem dizer às pessoas que só podem ter 1 filho. Mesmo assim, sabes que por ano há 150 mil jovens a entrar para o mercado de trabalho na China. É um exagero, e como são mais mão de obra do que a procura que existe, toca a baixar salários. E obviamente, chegam cá com produtos mais baratos.
AB – Pois…
CT – Sabes que eu acho que isto devia era haver barreiras alfandegárias. Assim a Europa tá lixada em três tempos. Como é que nós vamos competir com eles? E ainda por cima consumimos produtos que não respeitam as normas de fabrico ecológicas que existem para as empresas europeias. Isto no mínimo, era aplicar taxas ecológicas. Nós assim não podemos competir com eles. Se calhar estou errado, mas é assim que eu vejo as coisas.
AB – Pois, se calhar até tens razão.
Estas conversas de cigarro são sempre engraçadas.
quarta-feira, abril 22
O Pombal da Avenida da Liverdade
Há aqui perto do meu trabalho um conjunto de sem abrigo considerável, que costumam deambular aqui pela Av. da Liberdade, para cima e para baixo, sem destino ou ocupação. Daqueles que quando uma pessoa vê se afasta sempre que pode, porque eles fedem e muitas vezes já não são deste Mundo, tendo diálogos permanentes consigo próprios, com uma convicção que arrepia qualquer um. E são também estes senhores e senhoras, que amiúde, se entretêm a alimentar os pombos com pão, milho ou arroz. E ali ficam curiosos a ver a bicharada a alimentar-se. Devem ser os poucos seres vivos que vêm exactamente na sua direcção e no final nunca atalham caminho. Estão mesmo aliás de olho nestes sem abrigo à espera de uma porção de comida. E estes senhores parecem retirar destes actos uma grande alegria, pois os seus olhos ficam vibrantes com o espectáculo.
Mulheres, relaxem!
No meu percurso diário para o trabalho, costumo passar pela Basílica da Estrela, contorno o Jardim da Estrela e chego à rotunda ao pé de uns infantários que depois dá acesso ao Rato. Como de manhã às horas que passo há sempre pais a deixar os seus filhos nas escolas, acontece sempre uma das faixas de rodagem estar ocupada por carros parados. E naturalmente, existe uma espécie de acordo tácito de que nessa altura, acaba por se deixar passar um carro de cada vez, de forma a que o trânsito continue a fluir normalmente. Toda a gente sabe que um dos principais problemas dos engarrafamentos é aquele jogo do “ver quem é que consegue lixar o outro” e passar antes, criando uma certa imprevisibilidade quanto à certeza de passar e levando a uma redução da velocidade. E das poucas vezes em que me “tramaram”, [quando tentei virar para a esquerda porque tinha um carro parado à minha frente], quem estava ao volante era uma mulher. Estou eu muito bem a assumir aquilo que se passa à nossa frente, em que passa um de cada vez e vejo um carro [com uma mulher ao volante], a acelerar e a encostar-se ao carro da frente para não me deixar passar. Claro que eu fico com o meu sistema nervoso em alta rotação e só me apetece adormecer a cabeça em cima da buzina por uns segundos, para a senhora perceber que é uma besta. E isto leva-me a pensar noutras situações em que as senhoras estão ao volante. É engraçado que não me lembro de uma única vez ver uma senhora bem disposta, quase com aquele ar infantil que os homens fazem, a fazer um sinal para o outro carro passar só porque está bem disposta com a vida. É algo muito habitual nos homens. Quer sejam homens para outros homens, como quem diz, passa meu amigo, és um gajo porreiro, quer seja homens com mulheres, do género, sou um cavalheiro e podes passar, minha querida.
Quando quem está ao volante são mulheres, só as apanho sisudas, mal dispostas, quase vingativas, e têm essa atitude tanto para com homens como para com mulheres. Passadeiras, também são algo que está lá para colorir o chão da estrada, porque de cada vez que estou à beira de ser atropelado lá vem o rosto sisudo de uma mulher. Sei que estou a generalizar, mas é de facto esta a minha experiência pessoal. Mas agora o que me intriga é a razão disto acontecer. Será uma questão antropológica, em que as mulheres depois de terem cedido durante tanto tempo aos homens sentem agora a necessidade de ter uma reacção exactamente inversa? Mas aí, porque seriam assim também para os seus pares mulheres? Será porque também aí sentem necessidade de saírem airosamente vitoriosas para chamar a atenção dos machos? E se assim for, onde é que eu meto as lésbicas no meio disto tudo? Ou será que elas conduzem de forma diferente? Tenho que averiguar esta situação com mais atenção. Entretanto, vou gerindo como posso esta situação de partilhar a estrada com estes seres estranhos…
Quando quem está ao volante são mulheres, só as apanho sisudas, mal dispostas, quase vingativas, e têm essa atitude tanto para com homens como para com mulheres. Passadeiras, também são algo que está lá para colorir o chão da estrada, porque de cada vez que estou à beira de ser atropelado lá vem o rosto sisudo de uma mulher. Sei que estou a generalizar, mas é de facto esta a minha experiência pessoal. Mas agora o que me intriga é a razão disto acontecer. Será uma questão antropológica, em que as mulheres depois de terem cedido durante tanto tempo aos homens sentem agora a necessidade de ter uma reacção exactamente inversa? Mas aí, porque seriam assim também para os seus pares mulheres? Será porque também aí sentem necessidade de saírem airosamente vitoriosas para chamar a atenção dos machos? E se assim for, onde é que eu meto as lésbicas no meio disto tudo? Ou será que elas conduzem de forma diferente? Tenho que averiguar esta situação com mais atenção. Entretanto, vou gerindo como posso esta situação de partilhar a estrada com estes seres estranhos…
segunda-feira, abril 13
Não sou muito destas coisas...
a
Mas ontem ouvi uma frase que gostava de partilhar.
"Tão ou mais importante do que ter respeito para com os outros, é termos respeito por nós próprios"
Mas ontem ouvi uma frase que gostava de partilhar.
"Tão ou mais importante do que ter respeito para com os outros, é termos respeito por nós próprios"
terça-feira, abril 7
Do's and Dont's
Sempre tive e acho que ainda tenho uma certa capacidade de desfasamento entre aquilo que era o entendimento comum um relação a um determinado tema e aquilo que era o meu próprio entendimento. Não se trata de fazer um pé de guerra nem de hastear uma bandeira, trata-se apenas de tentar perceber mais a fundo os temas para depois ter uma opinião mais sustentada. Um exemplo disso é a escolha das árvores de Natal naturais versus em plástico. Sou a favor das árvores de Natal naturais. Por várias razões. A primeira tem a ver com o facto de para as termos por altura do Natal ter de existir espaços de cultivo de pinheiros. Parece-me interessante ter terrenos ocupados por espaços verdes onde os pinheiros processam o dióxido de carbono gasto, por exemplo, a produzir árvores de Natal em plástico. Por outro lado, está provado que uma árvore jovem tem uma capacidade de absorção de dióxido de carbono superior aos seus exemplares em adultos. Donde, não me choca nada a questão do seu desbaste em idade infantil. Faço obviamente um parêntesis para a situação de abate selvagem de pinheiros em zonas protegidas, mas aí o que existe é falta de fiscalização. Escrevo isto apenas para exemplificar as frases do início.
Voltando ao tema inicial, para além de tentar ter uma ideia própria sobre os diversos temas, muitas vezes tenho também a capacidade de assobiar para o lado quando determinadas evidências não me são interessantes. Quero com isto dizer que sabendo que deveria fazer determinadas coisas, ou pelo inverso, que não deveria fazer determinadas coisas, faço-as ou não as faço, respectivamente, conseguindo não me penalizar ou ter problemas de consciência sobre essas minhas atitudes menos correctas.
Por exemplo, andar na faixa do BUS é evidentemente errado, mas eu de vez em quando estou lá batido e acarreto todas as responsabilidades que possam daí advir.
E aqui chego onde queria chegar. Tenho conseguido criar uma certa barreira aos lugares comuns que um ser que vive em sociedade é constantemente levado a seguir. Mas é cada vez mais difícil. E é cada vez mais difícil pôr de lado os problemas de consciência com que eu fico por não as acatar. E o culpado é a publicidade. E também o meu cansaço. Então não é que agora dou por mim a olhar para os reclames e a pensar que devia estar a aplicar o produto para o retardamento da calvície, o líquido para as gengivas, o iogurte que regula o trânsito intestinal, os métodos de Pilates para pôr a minha postura corporal em condições, as refeições light sensaboronas, o adoçante no café, o leite com ómega3, a manteiga baixa em colesterol, etc, etc.
Dou por mim a pensar que devo ser um ser mesmo muito pouco exigente consigo mesmo por não ser capaz de levar uma vida mais saudável, mais responsável.
E o problema está na publicidade. Com as frases como seja responsável, beba com moderação, como é que eu a seguir a beber uns copos a mais posso ficar bem disposto com o resultado? Ou então as Formas Luso, que dizem para começarmos o ano naturalmente em forma. Ou a manteiga Becel, que nos pede para amarmos o nosso coração. Ou então a Actimel, que me ajuda a reforçar as defesas naturais. Ou os colchões Colunex, os únicos que me podem dar uma boa noite de sono…
Eu sempre consegui manter a cabeça fresca e arejada e dar o devido valor ao que se ouve à nossa volta mas às vezes é difícil fazer esse exercício. O Mundo não seria melhor se obrigassem a uma revisão dos conteúdos da publicidade? Mas quem são eles para falar de responsabilidade? Quem são eles para me dizerem que eu não tenho comportamentos saudáveis? Pedi-lhes alguma opinião? Bom, era só um desabafo!
Voltando ao tema inicial, para além de tentar ter uma ideia própria sobre os diversos temas, muitas vezes tenho também a capacidade de assobiar para o lado quando determinadas evidências não me são interessantes. Quero com isto dizer que sabendo que deveria fazer determinadas coisas, ou pelo inverso, que não deveria fazer determinadas coisas, faço-as ou não as faço, respectivamente, conseguindo não me penalizar ou ter problemas de consciência sobre essas minhas atitudes menos correctas.
Por exemplo, andar na faixa do BUS é evidentemente errado, mas eu de vez em quando estou lá batido e acarreto todas as responsabilidades que possam daí advir.
E aqui chego onde queria chegar. Tenho conseguido criar uma certa barreira aos lugares comuns que um ser que vive em sociedade é constantemente levado a seguir. Mas é cada vez mais difícil. E é cada vez mais difícil pôr de lado os problemas de consciência com que eu fico por não as acatar. E o culpado é a publicidade. E também o meu cansaço. Então não é que agora dou por mim a olhar para os reclames e a pensar que devia estar a aplicar o produto para o retardamento da calvície, o líquido para as gengivas, o iogurte que regula o trânsito intestinal, os métodos de Pilates para pôr a minha postura corporal em condições, as refeições light sensaboronas, o adoçante no café, o leite com ómega3, a manteiga baixa em colesterol, etc, etc.
Dou por mim a pensar que devo ser um ser mesmo muito pouco exigente consigo mesmo por não ser capaz de levar uma vida mais saudável, mais responsável.
E o problema está na publicidade. Com as frases como seja responsável, beba com moderação, como é que eu a seguir a beber uns copos a mais posso ficar bem disposto com o resultado? Ou então as Formas Luso, que dizem para começarmos o ano naturalmente em forma. Ou a manteiga Becel, que nos pede para amarmos o nosso coração. Ou então a Actimel, que me ajuda a reforçar as defesas naturais. Ou os colchões Colunex, os únicos que me podem dar uma boa noite de sono…
Eu sempre consegui manter a cabeça fresca e arejada e dar o devido valor ao que se ouve à nossa volta mas às vezes é difícil fazer esse exercício. O Mundo não seria melhor se obrigassem a uma revisão dos conteúdos da publicidade? Mas quem são eles para falar de responsabilidade? Quem são eles para me dizerem que eu não tenho comportamentos saudáveis? Pedi-lhes alguma opinião? Bom, era só um desabafo!
terça-feira, março 31
O mar revolto ou a beleza dos recifes
aaaaaaa
aa
aaDepois de mais umas emoções fortes, parece que o mar começa a amainar novamente. Esse mar sábio que sabe sempre revolver os mais inacessíveis recantos da flora marinha, desbastando-a com violência, e livrando o acessório, deixando apenas o essencial de cada ser. Para depois transformar tudo em espuma que fica a ressequir na areia sob um sol escaldante de meio-dia.
E, novamente, toda a flora marinha inicia o seu processo de regeneração natural na expectativa de que um dia aquele mar violento e revolto se transforme num paraíso natural, digno dos recifes mais belos do planeta. Daqueles onde a água é clara, transparente mesmo, onde existe imensa cor e harmonia, e onde tudo parece estar em paz, como o Mar da Tranquilidade, que fica na Lua, e que apenas de tempos a tempos recebe visitas de seres humanos, sem que nada permaneça diferente.
quarta-feira, março 4
Avó
aaa
Passaram agora pouco mais de 2 meses desde a morte da minha avó. Até há bem pouco tempo ninguém tão próximo de mim tinha falecido. Era uma morte anunciada e tivemos todos muito tempo para maturar a ideia da sua partida. E quando fui informado, estranhamente, pareceu apenas o culminar de uma sombra que me ocupava o pensamento. De facto, e apesar da intensidade que acarreta sempre um funeral e todas as emoções que desperta, pareceu-me que a sua função por cá estava plenamente cumprida e só tenho que estar grato por ela ter sido a minha avó. Não tenho sofrido com a ausência dela ainda que não me importasse de a rever. Todas as vezes que me lembro dela fico com uma sensação de conforto e de paz interior. E às vezes quando estou com dificuldade em adormecer basta lembrar-me dela para adormecer em poucos segundos.
Numa outra forma, desta vez espiritual, a minha avó estará sempre comigo e ela estará onde sempre quis estar. Junto a Deus que ela tanto venerou em vida e que tanta sorte teve em tê-la de volta!
Passaram agora pouco mais de 2 meses desde a morte da minha avó. Até há bem pouco tempo ninguém tão próximo de mim tinha falecido. Era uma morte anunciada e tivemos todos muito tempo para maturar a ideia da sua partida. E quando fui informado, estranhamente, pareceu apenas o culminar de uma sombra que me ocupava o pensamento. De facto, e apesar da intensidade que acarreta sempre um funeral e todas as emoções que desperta, pareceu-me que a sua função por cá estava plenamente cumprida e só tenho que estar grato por ela ter sido a minha avó. Não tenho sofrido com a ausência dela ainda que não me importasse de a rever. Todas as vezes que me lembro dela fico com uma sensação de conforto e de paz interior. E às vezes quando estou com dificuldade em adormecer basta lembrar-me dela para adormecer em poucos segundos.
Numa outra forma, desta vez espiritual, a minha avó estará sempre comigo e ela estará onde sempre quis estar. Junto a Deus que ela tanto venerou em vida e que tanta sorte teve em tê-la de volta!
segunda-feira, fevereiro 9
Hamburgo
sexta-feira, dezembro 19
Confusão na estrada!
aaaaaaaaaaaa


Há certas coisas que não batem certo no código da estrada. E refiro-me à anormalidade que é não haver um sinal que nos diga num cruzamento se estamos numa estrada com prioridade. Era tudo tão mais fácil. Senão vejamos: estamos muito bem a circular numa via e a certa atura aparece uma estrada vinda da direita; aparentemente temos de dar prioridade a não ser que essa estrada tenha um triângulo de perda de prioridade. E como é que um ser com as limitações físicas de qualquer ser humano adivinha que existe por lá um triângulo? Há várias teorias. Umas vezes é o conceito de estrada principal, onde desagua uma segunda via que em principio tem por lá um triângulo. Acontece que a densidade populacional vai-se alterando e aquela estrada mais secundária acaba por ter um trânsito maior que a principal e maravilha das maravilhas, não tem lá nenhum triângulo.
Existe depois um segundo conceito que é o pressuposto de que a pessoa que vai a conduzir na via principal já passou pela via secundária que vem da direita e por isso já sabe da existência ou inexistência do triângulo.
Agora convenhamos, não era muito mais fácil manter os triângulos e acrescentar um sinal que nos indica a existência de prioridade na estrada em que circulamos?
É que no meu curto caminho para o trabalho existem duas situações do género em que há sempre umas grandes apitadelas ora porque não se deu prioridade ora porque se dá e o carro de trás não sabe que ela é devida.
Pelo que sei existe um sinal no código da estrada que nos diz da existência de prioridade na via em que circulamos mas raramente é utilizado.
Não seria sensato a bem de um maior civismo na estrada colocarmos sinais destes?
Existe depois um segundo conceito que é o pressuposto de que a pessoa que vai a conduzir na via principal já passou pela via secundária que vem da direita e por isso já sabe da existência ou inexistência do triângulo.
Agora convenhamos, não era muito mais fácil manter os triângulos e acrescentar um sinal que nos indica a existência de prioridade na estrada em que circulamos?
É que no meu curto caminho para o trabalho existem duas situações do género em que há sempre umas grandes apitadelas ora porque não se deu prioridade ora porque se dá e o carro de trás não sabe que ela é devida.
Pelo que sei existe um sinal no código da estrada que nos diz da existência de prioridade na via em que circulamos mas raramente é utilizado.
Não seria sensato a bem de um maior civismo na estrada colocarmos sinais destes?
sexta-feira, novembro 28
Momentos...
aaaaaaaaaaaaa


Mesmo neste Inverno profundo em que estamos mergulhados, não dispenso umas boas imperiais de final do dia ao ar livre e em agradável companhia.
Ontem estava uma noite de frio cortante e os meus pés quase congelavam. Mas o meu estado de ânimo estava completamente aconchegado ao sabor de uma conversa descontraída e animada com uma mulher extraordinária.
O espaço foi a esplanada da Cinemateca e a magia prolongou-se ao longo de duas saborosas horas.
Valeu!
quarta-feira, outubro 15
Acho que não vai ser tão cedo que esta ideia me vai abandonar. O mais importante da vida são os amigos. Ao longo da vida tenho ouvido que só podemos contar em última análise com a família. Que essa nunca nos abandona. Que é ela que nos conhece bem e que nos entende ainda melhor. Eu tenho uma relação razoável com a minha família mas onde me sinto como peixe na água é quando estou com os meus amigos. É a eles que conto a minha vida, é com eles que me divirto, é com eles que gosto de estar. Sempre me disseram que à medida que o tempo passa a família ganha uma importância maior e os amigos um valor mais secundário. Não tenho sentido isso e pelo andar da carruagem não acho que venha a sentir. Quanto aos amores, vão e vêm. O ideal é que venham e fiquem. Mas também é necessário que não sejam claustrofóbicos. Pelo que já percebi a minha vida terá sempre um tempo importante para os amigos.
Obrigado a todos os meus amigos. Espero que não encontrem os amores das vossas vidas, que não tenham uma ligação especial à vossa família e acima de tudo que tenham um belo tempo de qualidade para os vossos amigos.
segunda-feira, setembro 15
Mad...
Num final de Domingo recheado de alguma expectativa, lá fui eu e mais outras 70 mil pessoas rumo ao Parque da Bela Vista ver aquele que seria o espectáculo do ano – Madonna.
De uma forma geral o espectáculo cumpriu, na medida em que foi o mais grandioso a que assisti até agora.
Mas tinha muito a ganhar se fosse possível à maioria das pessoas ter acesso visual ao palco e não apenas aos ecrãs gigantes que estavam instalados.
Isto aconteceu porque a artista decidiu ficar à altura dos espectadores e colocar o palco com 1 metro de altura. O efeito foi precisamente o contrário e apenas na zona em frente ao palco era possível vê-la.
Ou seja, o Parque da Bela Vista não passou de um eufemismo de mau gosto…
Mas de qualquer das formas valeu muito a pena!
De uma forma geral o espectáculo cumpriu, na medida em que foi o mais grandioso a que assisti até agora.
Mas tinha muito a ganhar se fosse possível à maioria das pessoas ter acesso visual ao palco e não apenas aos ecrãs gigantes que estavam instalados.
Isto aconteceu porque a artista decidiu ficar à altura dos espectadores e colocar o palco com 1 metro de altura. O efeito foi precisamente o contrário e apenas na zona em frente ao palco era possível vê-la.
Ou seja, o Parque da Bela Vista não passou de um eufemismo de mau gosto…
Mas de qualquer das formas valeu muito a pena!
quarta-feira, setembro 3
And so it begins

Acabadas que estão as férias, é tempo de voltar a assentar nas rotinas de sempre. Não me parece que as férias tenham contribuído em nada para fazer uma avaliação geral do estados das coisas – das minhas coisas - que pudesse levar a que eu fizesse alterações ao meu estilo de vida. Mas acho que a mim se junta a maioria das pessoas que acaba por não ter muito tempo para avaliar as suas opções de vida, formas de estar, de agir, de comportar, de reagir. No fundo isto é tudo uma neverending story e se para uns estar igual é muito bom, para outros estar igual é estar na mesma e isso só se aceita a uma lesma.
E eu lesma sempre fiz questão de não ser mas está a parecer-me que estou num belo de um período lesmático, que a principio foi quase imposto por mim mas que por esta altura já me parece ser por tempo demasiado.
Mas sinceramente não estou a conseguir identificar que partes de lesma quero manter e que partes de lesma quero ver desaparecer.
Neste momento sinto-me uma lesma no seu todo. Um animal amorfo, lento, pegajoso, sombrio e escorregadio.
Quero por rapidamente uma carapaça de caracol e sair para um relvado à beira de uma piscina mas tou a ver se ao sair não levo uma pisadela em cima.
Vamos lá ver se arranjo um bom spot de entrada!
terça-feira, julho 29
Quero mesmo...
-------------------------

Quero sentir a pele queimada pelo Sol e deixar o branco esquálido das luzes artificiais;
Quero recuperar a elasticidade do meu rosto e o brilho dos meus olhos;
Quero ter o dia inteiro só para mim e para os meus amigos;
Quero acalmar e ter a calma à minha volta;
Quero levitar para um destino incerto e não me sentir arrastado para o dia a dia certo;
Quero porque quero… as minhas férias.

Quero esquecer-me do despertador e relembrar-me do despertar em silêncio;
Quero sentir a pele queimada pelo Sol e deixar o branco esquálido das luzes artificiais;
Quero recuperar a elasticidade do meu rosto e o brilho dos meus olhos;
Quero ter o dia inteiro só para mim e para os meus amigos;
Quero acalmar e ter a calma à minha volta;
Quero levitar para um destino incerto e não me sentir arrastado para o dia a dia certo;
Quero porque quero… as minhas férias.
segunda-feira, julho 7
Você sabe usar uma casa de banho?
Este é um post bastante dispensável. Mas gostava de partilhar convosco a minha indignação em relação a um tema que nos acompanha durante toda a vida. O tema da má utilização das casas de banho. Ao longo de todos os dias da nossa vida somos obrigados a cumprir com as nossas obrigações mais básicas – as chamadas necessidades fisiológicas, que na pirâmide de Maslow representam as necessidades mais básicas de qualquer indivíduo. Não podendo passar sem elas, somos obrigados a cumpri-las.
E dentro destas, há umas que se fazem na casa de banho.
E as casas de banho de uma foram geral são espaços comuns, partilhados pelo mais variado tipo de pessoas. E essas pessoas, arrisco a avançar, dividem-se em dois grandes grupos: as pessoas porcas e as pessoas limpas.
Indo mais fundo no tema, aquilo a que eu chamo pessoas porcas são pessoas que fazem as suas necessidades e no máximo lembram-se de puxar o autoclismo.
Esquecem-se sempre de avaliar a necessidade de desenvolver mais algum processo – porque na sua opinião, aquilo que iam lá fazer já está feito e quem aí vem não interessa.
Esquecem-se de olhar para o tampo da sanita, para saber se ficou limpo e sobretudo esquecem-se de olhar para a sanita, para saber se não ficou toda semeada de excrementos. E claro, estas pessoas nunca ouviram falar de um piaçaba.
E o mais incrível é que se encontram pessoas porcas de uma forma transversal a toda a sociedade, dos mais variados estratos sociais, idades, profissões, locais, etc.
E acho que só continua a permanecer esta população de gente porca porque não existe fiscalização. E nesse aspecto, acho que alguma coisa devia ser feita nesse sentido. Não faço ideia como mas acima de tudo não me apetece ter de conviver o resto dos meus dias com pessoas destas. A sério que não me apetece.
Tinha pensado que se calhar uma boa pergunta a fazer nas entrevistas de trabalho seria: “Você sabe usar uma casa de banho?”.
Por mais absurda que pudesse parecer a pergunta, ganhávamos em duas coisas: tínhamos as casas de banho mais limpas e estávamos rodeados de pessoas que tinham respeito umas pelas outras. Se calhar este pode ser a pergunta que falta nos processos de recrutamento de muitas empresas….
E dentro destas, há umas que se fazem na casa de banho.
E as casas de banho de uma foram geral são espaços comuns, partilhados pelo mais variado tipo de pessoas. E essas pessoas, arrisco a avançar, dividem-se em dois grandes grupos: as pessoas porcas e as pessoas limpas.
Indo mais fundo no tema, aquilo a que eu chamo pessoas porcas são pessoas que fazem as suas necessidades e no máximo lembram-se de puxar o autoclismo.
Esquecem-se sempre de avaliar a necessidade de desenvolver mais algum processo – porque na sua opinião, aquilo que iam lá fazer já está feito e quem aí vem não interessa.
Esquecem-se de olhar para o tampo da sanita, para saber se ficou limpo e sobretudo esquecem-se de olhar para a sanita, para saber se não ficou toda semeada de excrementos. E claro, estas pessoas nunca ouviram falar de um piaçaba.
E o mais incrível é que se encontram pessoas porcas de uma forma transversal a toda a sociedade, dos mais variados estratos sociais, idades, profissões, locais, etc.
E acho que só continua a permanecer esta população de gente porca porque não existe fiscalização. E nesse aspecto, acho que alguma coisa devia ser feita nesse sentido. Não faço ideia como mas acima de tudo não me apetece ter de conviver o resto dos meus dias com pessoas destas. A sério que não me apetece.
Tinha pensado que se calhar uma boa pergunta a fazer nas entrevistas de trabalho seria: “Você sabe usar uma casa de banho?”.
Por mais absurda que pudesse parecer a pergunta, ganhávamos em duas coisas: tínhamos as casas de banho mais limpas e estávamos rodeados de pessoas que tinham respeito umas pelas outras. Se calhar este pode ser a pergunta que falta nos processos de recrutamento de muitas empresas….
terça-feira, junho 3
New York Mood

Na quarta-feira, pelas 6h da manhã, estava a chegar ao aeroporto de Lisboa vindo de Nova Iorque.
Percebi muito bem o porquê do fascínio que as pessoas sentem por NY. Aquela cidade é mesmo absorvente.
As ruas estão numa grande parte da ilha de Manhattan perfeitamente definidas em ruas e avenidas que se entrecruzam e na qual qualquer pessoa que se ache um zero à esquerda em sentido de orientação teria dificuldade de se perder.
No meio da ilha existe um enorme parque lúdico – o Central Park – onde todos os dias os americanos vão praticar as suas actividades desportivas ou simplesmente apanhar uns banhos de sol.
Existe um extraordinário sentido de poupança e rigor na aplicação do orçamento da cidade já que apenas se vêm obras quando elas são estritamente necessárias, ou seja, têm um metro a cair de podre mas funcional, têm casas de banho feias e deslavadas mas funcionais, têm ruas todas iguais mas funcionais.
Não gastam dinheiro à toa nem a bem de determinadas empreitadas feitas para amigos, como tão bem se vê acontecer na nossa cidade.
Há uns tempos lembro-me de ouvir falar o Santana Lopes, quando estava na Câmara de Lisboa, dizer que queria reformular a Av. da Liberdade. Isto em Nova Iorque era impensável. Não há nada de errado na Av. da Liberdade. E se houver, há muitas coisas mais erradas noutros sítios. Enfim...
Outra coisa que salta à vista em Nova Iorque é a miscelânea racial. É mesmo incrível ver a diversidade de raças que existe naquela cidade. Acho mesmo que o tema racial deixou de ser tema porque todas as raças estão em minoria naquela cidade. Não há raças em maioria. Há brancos, pretos, amarelos, africanos, europeus, asiáticos, africanos. Há de tudo. E tudo em perfeita harmonia.
Mas acima de tudo o que eu mais gostei de Nova Iorque foi a segurança que senti ao andar nas ruas. Não há pura e simplesmente crime. Não senti medo nenhum. E estamos a falar de 8 milhões de pessoas que por ali vivem.
segunda-feira, maio 19
A beleza dos números...
Faltam exactamente 2 dias, 21 horas e 30 minutos para eu estar por 9 horas a 11 km de altura a viajar para um local a 5424 quilómetros de distância.
sexta-feira, maio 16
Tired

Há já algum tempo que não escrevia no blog, ainda que esteja a cumprir aquilo a que me obriguei – no mínimo um post por mês.
Na verdade, o que aconteceu é que estive em mudança de casa, e essa experiência ainda que prazenteira deixou-me bastante mole. Para além disso, não tenho tido ideias luminosas para os meus posts. Mas cá fica mais um para a posteridade, e para manter a minha promessa. Espero em breve voltar a estar mais inspirado e começar a escrever com mais regularidade.
De resto, não pensem que não ando a espreitar os vossos blogs todos e agradeço-vos muito continuarem a escrever nos vossos, que eu gosto sempre de acompanhar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

