segunda-feira, maio 19
A beleza dos números...
sexta-feira, maio 16
Tired

Na verdade, o que aconteceu é que estive em mudança de casa, e essa experiência ainda que prazenteira deixou-me bastante mole. Para além disso, não tenho tido ideias luminosas para os meus posts. Mas cá fica mais um para a posteridade, e para manter a minha promessa. Espero em breve voltar a estar mais inspirado e começar a escrever com mais regularidade.
sexta-feira, abril 4
A vista do meu trabalho...
Existem naquela vista um conjunto de personagens diárias. São eles o senhor do quiosque dos jornais, uma ou duas raparigas dos países de leste a vender o mítico Borda-d’água, um senhor que vende a revista Cais, as pombas, as árvores e eu e outros a fumar.
Basicamente tudo se resume a isto.
A forma como tudo se interrelaciona é muito interessante. A miúda ou miúdas do leste são melhores amigas do senhor da Cais. É como se fosse um irmão mais velho delas. Fartam-se de rir uns com os outros.
As miúdas de leste são extraordinariamente insistentes com os condutores dos carros, e por vezes mal educadas, batendo nos vidros para chamar a atenção e metendo a cabeça dentro dos carros. As pessoas dos carros não costumam gostar delas com excepção de um carro que lhes deixa sempre uns bolos num saco de plástico à tarde quando passa para elas comerem.
O senhor da revista Cais tem bons amigos aqui por estes lados. Nem tem que se esforçar a fazer a ronda aos carros. Basta levantar a revista e esperar que os carros amigos o chamem para fazer a sua venda.
O senhor do café é o entertainer de serviço. Muitas pessoas conversam com ele numa base diária, à medida que dão uma olhadela no jornal Record, 24 Horas e outros que tais. Tem também sempre algum pão para as pombas que param por ali, já habituadas à sua generosidade. No acto de alimentar as suas pombas, faz questão de privilegiar as pombas com alguns ferimentos, como é o caso de uma castanha que aparece por lá frequentemente, que tem uma pata disfuncional.
As árvores são outro dos personagens desta vista, já que para além de apontarem a passagem das estações, com os seus novos rebentos verdejantes, deixam também cair umas sementes das suas bagas, que as pombas muito apreciam.
De resto, há sempre as restantes pessoas que descem para fumar, e que conversam entre elas sobre os mais variados temas. E era isto que tinha hoje para contar…
quarta-feira, março 26
São tão a favor da Ambiente, sei lá!
As mudanças impostas pelo Metro de Lisboa definem que, a partir de agora, para se comprar um bilhete de metro é necessário comprar um primeiro cartão de papel (curioso, não!), que pode depois ser reutilizado para o carregamento das viagens. A compra desse cartão recarregável, com sua banda magnética incorporada, custa uns bons € 1,60 (não sei exactamente se este valor que atirei está certo, mas basicamente é o dobro de uma viagem normal). A partir dessa primeira compra, pode carregar-se o bilhete aos valores de bilhetes normais, por volta de €0.70.
Acontece que por definição, quem anda de metro com alguma frequência utiliza passe. Nos casos de passageiros que só ocasionalmente andam de metro, as compras de primeiros bilhetes são a maior fatia (a não ser que guardem religiosamente o bendito cartão magnético para viagens futuras), pelo que ao tomar esta medida o metro de Lisboa potencia em muito as suas receitas neste tipo de clientes ocasionais - porque cobra mais por bilhete.
Desta forma, o Metro de Lisboa engorda os cofres e finge que tomou esta medida a pensar no Ambiente.
Da mesma forma o fazem gisásios e hotéis, quando pedem aos seus clientes para minimizarem o desperdício no consumo de água, ou reduzem as temperaturas máximas dos banhos, quando se sabe que estas medidas reduzem os custos a estas empresas.
Acabam por se tomar apenas as medidas ambientalmente responsáveis que ainda assim são uma vantagem para a empresa. O que no fundo não tem nada de mal. O que está mal é dizer que as fazem exclusivamente por terem preocupações ambientais.
Com o estacionamento pagos nas cidades passa-se exactamente a mesma coisa, ainda que neste caso o tema não seja o ambiente. Com o objectivo aparente de ter preocupações em racionalizar e ordenar o estacionamento nas cidades, muitos presidentes de Câmara adoptaram estas soluções para as suas cidades. Mas alguém acredita que foi essa a motivação? Se o objectivo não fosse aumentar as receitas municipais, porque raio é que eu nunca ouvi falar de nenhuma Câmara que resolvesse doar os lucros provenientes das cobranças em estacionamento para instituições de solidariedade?
Mais uma vez, não acho errado tomarem-se medidas ambientalmente responsáveis.
Acho sim é que as empresas devem ser transparentes nas suas verdadeiras motivações.
Por outro lado, acho também importante as empresas fazerem boa e verdadeira publicidade dos seus projectos ambientais. Não sou adepto de teorias como a de um artigo que li no jornal Oje que dizia que as boas acções devem ficar silenciadas.
Pelo contrário, no que toca ao ambiente é bom que as empresas divulguem as suas acções, para que os consumidores possam ter informação na altura em que tenham de optar pelas diversas empresas. E tem o efeito dominó de outras empresas não quererem ficar para trás.
Resumindo, empresas ambientalmente responsáveis sim, mas também transparente na transmissão das suas mensagens.
quarta-feira, março 5
O que é a droga?

A pergunta que se coloca é a seguinte:
Será que eu tenho cara de drogado e por isso em cada cruzamento me perguntam se quero haxixe ou exctasy?
Não me parece. E não me parece que perguntem só a mim. Acho que perguntam a toda a gente. E não são propriamente as pessoas mais discretas do Mundo…
Dito isto, concerteza que qualquer polícia à paisana devidamente disfarçado será bombardeado com ofertas de droga a bons preços.
E se assim é, porque é que ninguém faz nada (leia-se, porque é a Polícia não faz nada)? Para mim há várias explicações…
Uma delas pode ser uma espécie de acordo tácito entre a polícia e os traficantes, em que os primeiros não incomodam e os segundos garantem alguma segurança no Bairro. Ou pelo menos a manutenção dos actuais níveis de insegurança, ao estilo: podemos roubar mas prometemos não exagerar, ok?
Outra pode ser o facto de a Polícia concretamente não ter matéria para acusar os traficantes, que coitados, até só tinham droga para consumo próprio e aquilo não passa de um sustento adicional para a família que vive em condições de extrema pobreza. Estranha-se é o facto de consumirem essa droga para consumo próprio sempre na mesma esquina e sempre entusiasmados em meter conversa com qualquer transeunte que por ali passe.
Outra das explicações é a de que a droga é uma ilusão e que isso é coisa que não existe.
Perante os largos anos em que esta situação se vive, e a bem da minha sanidade mental, estou cada vez a creditar mais na última opção!
quarta-feira, fevereiro 27
Desafio das 12 palavras
- devaneio
- espingardanço
- incomensurável
- alarvidade
- garganeira
- bucólico
- mastodonte
- veleidade
- burgesso
- sintomátco
- draconiano
- ignomínia
Aproveito para deixar este desafio à Rita Batata Frita.
domingo, fevereiro 24
domingo, fevereiro 17
Será que fiquei com mais juízo?

segunda-feira, fevereiro 11

domingo, fevereiro 3
Resultados da 4ª reedição das votações

sábado, fevereiro 2
Cafés&Companhia
Eixo Norte-Sul, saída para Telheiras, estacionar o carro, pedir café e copo de água, e sentar na esplanada bem instalado. Sacar do cigarro e isqueiro, pôr o café à boca e espreitar o jornal.
A carteira também a tinha deixado em cima da mesa, até ver dois jovens com aquele andar mafioso de quem anda a dançar fora da pista de dança, a demonstrar que quem está à vontade ali são eles e não eu.
A carteira foi para o bolso das calças porque assim que os vi comecei logo a pensar nos recentes carjackings que têm havido em Telheiras e achei que nenhum deles teria problemas em passar pela mesa e levá-la, fazendo uma corrida de 100m que eu não estava disposto a acompanhar.
Sentir insegurança é mesmo chato, principalmente quando o que se quer é beber tranquilamente um café.
Quando os marginais partiram, fixei o meu olhar na paragem de autocarro em frente, onde uma velhinha tentava subir os degraus do autocarro.
Uma senhora que estava lá dentro saiu do seu lugar para a ajudar e o motorista do autocarro só partiu quando pelo retrovisor teve a certeza que a senhora já estava sentada.
Nesse momento, a tranquilidade regressou ao meu espírito.
Ainda não está tudo perdido!
sexta-feira, janeiro 18
ContraCultura
Esta semana, numa passagem de olhos pela revista, encontrei uma sugestão no Bacalhoeiro, na Rua dos Bacalhoeiros, e fui assistir.
E gostei. Gostei muito.
E decidi começar a reavivar um pouco a visita a espaços culturais, que nos tornam mais leves.
Aconselho o mesmo. Lisboa está cheia de vida.
sábado, janeiro 5
Whitney Houston Diane Sawyer 2002 Interview Part 1
Aqui está um pouco daquilo em que a Witney Houston se tranformou...
terça-feira, dezembro 25
Christmas Gifts
Dessa forma, tive direito a (e não por esta ordem, ehehhe):
- Um decantador de vinho e respectivos copos que servirão para encher a futura casa e receber futuros convidados;
- Uma manta polar verde alface que esta tarde já comprovei ser de calidad suprema;
- O ensaio sobre a cegueira, do Saramago, onde já tive a oportunidade de perceber que o senhor deve ter faltado a algumas aulas de português básico, nomeadamente as aulas que abordavam temas relacionados com pontuação;
- Uma sessão anti stress num spa;
- Um avental lindo, com riscas verticais de diferentes cores, para fazer os meus cozinhados e estar pronto para uma fotografia;
- Uma ou duas notas, que dão sempre jeito!
Espero que o vosso Natal tenha sido também a preceito!
quinta-feira, dezembro 13
Dia a dia....
sábado, novembro 24
terça-feira, novembro 20
Ninguém estaciona mal porque gosta

E de todas as vezes em que isso acontece comigo, chego sempre à mesma conclusão. Estaciono mal o carro porque não tive mais nenhuma alternativa. Porque sempre que há lugares disponíveis, tenho prazer em estacionar lá o meu carro. Aliás, evito o desconforto de abandonar o meu carro mal estacionado e ficar a olhar para trás, como que a dizer Vê lá se não te deixas levar por um reboque que passe por aí ou Não deixes que te bloqueiem, ok?
Claro está que existem outros meios de transporte alternativos. Mas agora, imaginando que o meio de transporte usado é o carro, o que é que diferencia, salvo raras excepções, os carros mal estacionados dos carros bem estacionados? A hora de chegada ao destino. Não é concerteza o grau de selvajaria do condutor…
E quem é que chega primordialmente ao destino? Podem dizer que são as pessoas mais organizadas. Mas eu tenho para mim que são as pessoas mais desocupadas.
Conclusão. Se tens uma vida ocupada e queres ter vida social tens 4 soluções possíveis:
1) Reduzes a tua actividade social e consegues ir com antecedência ao teu destino;
2) Vais de carro e se não tiveres sorte, acabas por deixar o teu carro mal estacionado e ao fim de 2 ou 3 multas optas por 1);
3) Vais de metro ou autocarro, e depois no caminho de volta és assaltado 3 vezes e logo te decides a optar por 1);
4) Vais de táxi, e rapidamente te apercebes dos gastos em que incorres e optas por 1).
sábado, novembro 3
The sound of lyrics

A minha relação com a música deve ser provavelmente a mais desprendida que existe por aí…
Do ponto de vista capitalista da coisa, comprei mais CDs para oferecer do que aqueles que comprei para mim. Posso mesmo dizer que se comprei 2 CDs para mim em toda a minha vida devo ter no máximo um desvio padrão de 1 CD.
O facto de não ter aparelhagem e CDs no carro podem ajudar mas nos dias que correm acho que essa situação só não está resolvida porque não existe interesse da minha parte.
Na música sou um ecléctico por natureza, e o que conheço vem da televisão, rádio e nos últimos anos através do computador da empresa.
Nos meus tempos de consultor houve muita partilha de música e cheguei a ter o meu computador com 16 gigas das mais variadas sonoridades.
E aqui entra a razão do meu post – quero lançar-vos um desafio.
Contextualizando um pouco, só há pouco tempo é que comecei a pesquisar na net as letras das músicas das canções que ouvia. Até lá, era daquelas pessoas que trauteavam as letras das músicas apenas no refrão, e com sorte acertando 50% do conteúdo.
Mas agora não. Sempre que posso lá estou eu a ver o significado daquilo que ando a cantar. E posso mesmo dizer que bandas como os Coldplay têm sido uma agradável surpresa. Acaba por ser transformarem um pouco os vossos antigos 16 gigas de música nuns renovados 32 gigas, porque o contador volta a zeros. Descobri que A a letra traz uma nova dimensão às músicas. Nada que a maior parte da população não tenha percebido já. Provavelmente os mais atentos à música.
Mas podem haver uns quantos nabos com eu que ainda estejam na escuridão.
O desafio está lançado!
segunda-feira, outubro 29
Estrelas de eleição
Adoro assistir à decadência da Britney Spears, desde o seu estado de virgindade e candura de menina apresentadora do Clube Disney (espreitem os vídeos no YouTube) até ao seu último teledisco versão slut Gimme More. Não pelo que ela é agora, e principalmente pela vida miserável que agora leva, mas pelo próprio percurso. Não sei porquê mas estas histórias têm um poder de atracção em mim inexplicável.
Cada vez que oiço a nova música dela deleito-me com a decadência da sua história.
Não como que a festejar a vitória do Mal sobre o Bem ou qualquer explicação misticista sobre o tema. Apenas a festejar a mudança. Neste caso para pior…
Mas nesse aspecto, vibro tanto com percursos deste género como com percursos de patinhos feitos a cisnes esplendorosos.
Não sou esquisito!
Divirto-me igualmente a ver o que foi e o que é neste momento a Whitney Houston, desde o superhit I will allways love you até à mais recente entrevista sobre consumo de drogas e anorexia. Isto sempre com a ajuda do YouTube.
Já a Cristina Aguilera teve uma evolução num sentido mais positivo. Era uma menina do coro insegura e neste momento está cheia de energia e autoconfiança.
Por mais fútil que possam parecer este tipo de observações, eu adoro passá-las a pente fino.
Chamem-me doido, chamem-me voyer, mas chamem-me!
PS – Esta última frase era uma analogia barata à Miss Paris Hilton, que adora aquela frase “ Não me importa se falam bem ou falam mal de mim, desde que falem”. Por falar nela, também é um dos meus pontos de interesse. Hehehe


