sábado, novembro 3

The sound of lyrics



A minha relação com a música deve ser provavelmente a mais desprendida que existe por aí…
Do ponto de vista capitalista da coisa, comprei mais CDs para oferecer do que aqueles que comprei para mim. Posso mesmo dizer que se comprei 2 CDs para mim em toda a minha vida devo ter no máximo um desvio padrão de 1 CD.
O facto de não ter aparelhagem e CDs no carro podem ajudar mas nos dias que correm acho que essa situação só não está resolvida porque não existe interesse da minha parte.
Na música sou um ecléctico por natureza, e o que conheço vem da televisão, rádio e nos últimos anos através do computador da empresa.
Nos meus tempos de consultor houve muita partilha de música e cheguei a ter o meu computador com 16 gigas das mais variadas sonoridades.
E aqui entra a razão do meu post – quero lançar-vos um desafio.
Contextualizando um pouco, só há pouco tempo é que comecei a pesquisar na net as letras das músicas das canções que ouvia. Até lá, era daquelas pessoas que trauteavam as letras das músicas apenas no refrão, e com sorte acertando 50% do conteúdo.
Mas agora não. Sempre que posso lá estou eu a ver o significado daquilo que ando a cantar. E posso mesmo dizer que bandas como os Coldplay têm sido uma agradável surpresa. Acaba por ser transformarem um pouco os vossos antigos 16 gigas de música nuns renovados 32 gigas, porque o contador volta a zeros. Descobri que A a letra traz uma nova dimensão às músicas. Nada que a maior parte da população não tenha percebido já. Provavelmente os mais atentos à música.

Mas podem haver uns quantos nabos com eu que ainda estejam na escuridão.

O desafio está lançado!

Será possível ter todas estas vistas numa ida à praia? E ainda por cima à pala? Ainda se queixam as pessoas!




segunda-feira, outubro 29

Estrelas de eleição

Tenho e tive desde sempre uma curiosidade e admiração muito grande pelos percursos de vida das pessoas, em especial os mais acidentados.

Adoro assistir à decadência da Britney Spears, desde o seu estado de virgindade e candura de menina apresentadora do Clube Disney (espreitem os vídeos no YouTube) até ao seu último teledisco versão slut Gimme More. Não pelo que ela é agora, e principalmente pela vida miserável que agora leva, mas pelo próprio percurso. Não sei porquê mas estas histórias têm um poder de atracção em mim inexplicável.
Cada vez que oiço a nova música dela deleito-me com a decadência da sua história.
Não como que a festejar a vitória do Mal sobre o Bem ou qualquer explicação misticista sobre o tema. Apenas a festejar a mudança. Neste caso para pior…
Mas nesse aspecto, vibro tanto com percursos deste género como com percursos de patinhos feitos a cisnes esplendorosos.

Não sou esquisito!

Divirto-me igualmente a ver o que foi e o que é neste momento a Whitney Houston, desde o superhit I will allways love you até à mais recente entrevista sobre consumo de drogas e anorexia. Isto sempre com a ajuda do YouTube.

Já a Cristina Aguilera teve uma evolução num sentido mais positivo. Era uma menina do coro insegura e neste momento está cheia de energia e autoconfiança.

Por mais fútil que possam parecer este tipo de observações, eu adoro passá-las a pente fino.

Chamem-me doido, chamem-me voyer, mas chamem-me!

PS – Esta última frase era uma analogia barata à Miss Paris Hilton, que adora aquela frase “ Não me importa se falam bem ou falam mal de mim, desde que falem”. Por falar nela, também é um dos meus pontos de interesse. Hehehe

terça-feira, outubro 16

Praia :)


Este fim de semana estive aqui! Muito bom!

sexta-feira, outubro 5

Madrid una vez más

Cá estou eu novamente em Madrid. Hotel de 2 estrelas, ou se calhar seria mais sensato chamar-lhe um hostal. 10 meses depois de ter estado por cá. Mas com outro espírito mais serenado. Pelo menos em parte. As minhas horas de trabalho estão reduzidas a metade o que implicitamente me dá o dobro das horas de lazer. Porque de facto as horas de sono continuam as mesmas, reduzidas a 6 horas por noite...

A ber... Como se vai passar este Madrid.

quinta-feira, setembro 27

A era digital ou a era virtual...



Hoje fui confrontado com uma ideia terrível. Basicamente, alguém me fez ver que a tecnologia é altamente falível.


Estava a falar de fotografias quando o meu interlocutor me disse que passava todas as fotos para CDs e que algumas fazia mesmo a questão de revelar para papel porque não as queria perder.
Eu pensei que o meu disco externo era mais do que suficiente para ter as minhas fotos para o resto da vida. Ao que ele me respondeu, do alto da sua licenciatura em engenharia electrotécnica que as pessoas não tinham ideia do quão susceptível é a manutenção de informação em formato digital e que bastava um campo electromagnético bem alinhado para tratar de fazer desaparecer muitos gigas de recordações.


Tal como em tempos ardeu a biblioteca de Alexandria com muitos séculos de história em formato papel lá dentro, será que um dia também vão desaparecer todos os gigas acumulados nos servidores um pouco por todo o Mundo?


Será que vamos perder o código base do Windows? Ou as bases de dados pessoais dos registos civis?


Será que estamos assim tão susceptíveis de voltar à idade das Trevas?


Medo…

quinta-feira, setembro 20

E porque andava há uns tempos sem dar um ar da minha graça...

É verdade... Tenho andado um pouco preguiçoso com este regresso de férias. Mas em boa verdade, no meu caso não é um regresso ao trabalho. Ou melhor dizendo... ao antigo trabalho. É mesmo o início de um novo trabalho que me tem enchido completamente as medidas.

Por isso mesmo, deixem-me dedicar-me a 100% por uns tempos para estar a par das restantes pessoas para que depois possa ter mais tempos para me dedicar aqui ao blog.

Oportunamente, voltarei a popular este blog de muitos posts!

Até já meus caros!

PS - E não pensem que não ando a espreitar os vossos blogs!

segunda-feira, setembro 10

Resultados da 3ª reedição das votações


Mais uma ronda de votações. A cerveja encabeça as preferências, seguida da vodka e de uma bebida misteriosa... Parece que não há abstémicos na votação. Caso o elemento que votou no Resultados da 1ª reedição das votações como não saindo à noite em Lisboa tenha participado também nesta votação, existe margem para dizer que alguém anda a beber em casa...

quarta-feira, agosto 29

Olha lá… não queres ir dar uma volta ao milhar grande?

Na sequência da minha admissão para o novo emprego, estive o dia de hoje completamente dedicado a recolher documentação necessária ao preenchimento do contrato de trabalho. O dia foi extenuante, mas o documento que me leva a escrever a estas horas impróprias para quem acorda cedo no dia seguinte chama-se comprovativo da situação militar resolvida.
Dirigi-me à Av. de Berna e disseram-me que esses serviços administrativos tinham passado para o Terreiro do Paço.

Cheguei às instalações do Terreiro do Paço e disseram-me para subir umas escadas e que uma senhora estaria lá para me atender.

Cheguei, sentei-me e expliquei ao que vinha.

1º Acto - “Tem a sua cédula militar consigo?”; Ao que respondi: “Não…” (Nem faço ideia onde está, para ser sincero…).

2º Acto – Discurso pedante e arrogante de quem não quer fazer nada na vida e ainda se queixa, do género: “Mas vocês vêm todos aqui e não trazem a cédula militar? Mas como é que vocês se deslocam a um sítio sem levar a documentação necessária? Assim não vou poder atendê-lo, não sei o número da sua cédula!?!”

3º Acto – Eu a fazer o meu discurso lamechas de gajo a rebaixar-se, a dizer que não sabia que era mesmo preciso trazer e a perguntar se não era possível fazer uma pesquisa por nome ou nº de BI, com uma certeza interior que era muitíssimo fácil encontrar o número no computador dela mas que ela não estava para ter muito trabalho…

4º Acto – “Ok… vou tentar saber o número da sua cédula. Diga-me o seu nome completo”… E lá começou a escrever, a uma velocidade que eu atingi na quarta classe e no quinto ano já estava umas 3 vezes mais rápida. Quase que tive pena da senhora, porque escrever uma pesquisa por nome completo leva-lhe uns bons 3 minutos…

5º Acto – Carregar no Enter. Apareceu logo um ecrã com toda a informação da minha situação militar, que me deu um nó no estômago a pensar porque raio é que uma funcionária pública que é paga por mim e por todos nós, e que tem como objectivo servir bem o cidadão comum teve a coragem de me dizer logo a abrir que não se podia fazer nada sem a bendita cédula militar.

6º Acto – “ A certidão já está pronta mas tem de esperar entre 30 a 45 minutos porque tem que ser assinada, e o #”$5##%%% gosta de acumular algumas certidões para não ter que passar o dia no gabinete a assinar um a um” Ao que lhe pergunto: “Posso voltar por volta das 15:30h porque ainda tenho que tratar de outros documentos na loja do cidadão?”; E ela responde “Pode, mas não venha muito tarde porque fechamos às 16h, ok?”

7º Acto – Chegada da loja do cidadão. Subir a escada e estar um rapaz a ser atendido e outro na fila. A senhora resolveu disparar “Agora que estamos quase a fechar é que vocês vêm todos….”; Depois olhou mais uma vez para mim e lembrou-se “Ah.. o senhor é só para levantar a certidão não é?”; e eu: “É sim”; “Então aqui está!”.

Não sei como é que esta gente consegue dormir descansada quando há gente desempregada, gente empregada a fazer horários desumanos e muito mais, e a senhora que trabalha das 9 às 16h, não faz nada de nada, é mal disposta e provavelmente não falta uma greve…. Como dizia o meu avô agricultor: “Era pô-los a cavar batatas!”

sexta-feira, agosto 10

Férias!!!

Caros amig@s,


Como vem sendo habitual no mundo dos blogs, venho também anunciar uma ausência até dia 19 de qualquer postagem por aqui...


É que vou para Porto Santo e parece que lá vale a pena descansar de tudo! Até dos blogs!


Beijos e abraços,


Podem encontrar-me... aqui:


quarta-feira, agosto 8

Nadia Comaneci at her best!

http://www.youtube.com/watch?v=3JBvTpBAGT4

Uma das maravilhas humanas do Mundo! Um dos meus ídolos!

segunda-feira, julho 30

Resultados da 2ª reedição das votações


Pois é! Pelos resultados da votação, não parece haver muitas dúvidas sobre o quão estimulante é a vida de cada um de nós. Uma espécie de pedrada no charco naquele que eu diria que é o estado de ânimo geral dos portugueses. Aquele ar de resignado com o que a vida tem para lhe oferecer. Se calhar esta energia toda é por sermos jovens! Bom, independentemente desta interpretações de vão de escada, o que interessa é que estejamos animados e curiosos em relação à vida. Muito bom!

terça-feira, julho 24

Why do they want my blood?


Amanhã é dia de análises! Espero que a provação compense!

quarta-feira, julho 18

Resultados da 1ª reedição das votações




A amostra não é significativa, mas deve ter sido preenchida por amigos meus, já que os destinos de eleição para uma saída em Lisboa são coincidentes.


Quanto à pessoa que acha que já está demasiado velha para saír à noite, digo-lhe que saír à noite torna as pessoas mais jovens. Logo, toca a saír à noite para rejuvenescer!

Metro


Gosto muito de andar de metro. É uma bela oportunidade de observar pessoas de forma próxima sem que passemos por voyeurs.
Hoje ocorreram três episódios desde a Quinta das Conchas até aos Restauradores.

À chegada ao Campo Grande, houve a barafunda habitual de entradas e saídas e uma senhora resolveu sentar-se à minha frente.
Eu estava sentado no sentido do movimento da carruagem. Vejo a senhora a passar ao meu lado, a posicionar-se à minha frente e o sinal sonoro das portas a fechar. Durante estes segundos, as portas estremeceram quando fecharam e o metro arrancou imediatamente. Quem anda de metro sabe instintivamente que na maioria das vezes, o som das portas a fechar é seguido de um arranque pujante em direcção à próxima paragem mas acho que as pessoas com a idade vão perdendo estas faculdades.
E então, ocorreu o inevitável. No momento em que a senhora estava quase, quase sentada, mas ainda afastada do banco, e com as pernas flectidas, eis que as leis da física não perdoaram e a senhora acabou por vir para cima de mim, com todos os seus 80 kg, para de seguida conseguir sentar-se finalmente no seu lugar. Eu abri um sorriso e ela não aguentou e também começou a sorrir, como que a libertar a vergonha do que tinha acontecido.

Mais à frente, em Entrecampos, entra um estudante do Técnico, que devia estar a poucas horas de um exame.
Sentou-se ao lado de uma velhinha, muito velhinha, que com o aproximar da morte devia querer aproveitar todos os segundos que lhe restavam. E então, mal o estudante abre o caderno de apontamentos com a insígnia do IST, a senhora lança-se com um sem terminar de perguntas clássicas, só mesmo para meter conversa, do género: “Então, é estudante?”; “Está a estudar o quê?”; “Que idade é que tem?”.
O estudante sempre muito atencioso nas respostas mas sempre que tinha uma oportunidade desviava o olhar para o caderno para aproveitar os últimos segundos para pôr a matéria em dia.

Já no Marquês de Pombal, na transposição da linha Amarela para a linha Azul, na passagem rolante, vinham dois jovens em sentido contrário, a dificultar a passagem das pessoas que vinham em sentido contrário, como era o meu caso.
Primeiro fiquei um pouco indignado, por achar que estavam a dificultar a vida às pessoas mas mais à frente vi um casal que deviam ser os pais dos miúdos com um sorriso estampado na cara, a apreciarem a reguilice dos seus meninos.

Às vezes faz falta alguém para abanar um pouco o status quo.
Se estas histórias não se tivessem desenrolado a minha viagem de metro tinha sido um tédio…

terça-feira, julho 17

Think Twice

Há muito, muito tempo, quando estava na missa do colégio de freiras, por altura do Natal, o padre perguntou: “ O que é que significa para vocês o Natal?”.

Depois, o padre foi seleccionando algumas pessoas com o dedo no ar, que diziam os habituais “Significa o nascimento de Jesus”; “Significa a partilha”; “Significa a solidariedade entre as pessoas”…

Até que a certa altura, um rapaz frenético com o dedo no ar foi chamado, e disparou um sonoro e cheio de convicção “ O Natal significa presentes”!

Gerou-se naquela missa uma risada geral, do género, o rapaz ainda é pequenino, a família ainda não lhe deu muita educação, e não lhe explicou que nestas missas, e na presença dos padres não se devem dizer essas coisas. Tem que se dizer daquelas frases mais profundas, mais pomposas.

Claro que depois a família do rapaz ficou toda envergonhada mas o episódio ficou por ali.

Isto leva-me a pensar na quantidade de miúdos que por quererem agradar aos adultos acabam por dizer frases de adultos quando lhes perguntam coisas simples. E muitas dessas pessoas não só repetem as frases dos adultos como ganham essas convicções muito cedo, não se questionando mais sobre essas ideias que tomam por correctas – foram ditas pelos seus pais mas podem estar incorrectas.

Por isso mesmo, pessoas com frases feitas e com pouca capacidade de se interrogar sobre muitos conceitos e ideias veiculadas pela maioria, despertam-me pouco interesse e vontade de aprofundar relação.

segunda-feira, julho 16

Last Manic Monday

Six o' clock already
I was just in the middle of a dream
I was kissin' Valentino
By a crystal blue Italian stream
But I can't be late
Cause then I guess I just won't get paid
These are the days
When you wish your bed was already made

It's just another manic Monday
I wish it was Sunday
Cause that's my fun day
I don't have to run day
It's just another manic Monday

Have to catch an early train
Got to be to work by nine
And if I had an aeroplane
I still couldn't make it on time
Cause it takes me so long just to figure out what I'm gonnawear
Blame it on the train
But the boss is already there

It's just another manic Monday...

All of the nights
Why did my lover have to pick last night
To get down
Doesn't it really matter
That I have to feed the both of us
Employment's down
He tells me in his bedroom voice
C'mon honey, let's go make some noise
Time it goes so fast
When you're having fun

By Bangles

terça-feira, julho 10

Final Countdown




Pois é… O Verão está mesmo aí a chegar. E digo isto porque Verão para mim são férias, e elas estão aí.


Acabada esta semana e despachada a próxima, serão 3 semanas e meia de férias que ainda não planeei. Acho que vou guardar uns dias na cidade para pôr a leitura em dia, dormir umas noites descansado e traçar o plano das minhas férias.

Tenho algumas hipóteses em cima da mesa: Porto Santo, Castelo de Bode, o eterno Algarve, Paris, Costa Alentejana, festivais de Verão, Portalegre.

Não tenho dinheiro é para grandes aventuras, a não ser que saia com uma indemnização choruda… Além de que tenho de poupar dinheiro se me quero mudar em Setembro de 2008.

domingo, julho 8

Festival MUSA


O concelho de Oeiras tem 20 bairros sociais. Bairro Bento de Jesus Caraça, Bairro da Terrugem, Bairro Luta Pela Casa, Bairro Corações, Bairro dos Barronhos, Bairro Dr. Francisco Sá Carneiro, Bairro dos Navegadores, Alto da Loba, Bairro do Bugio, Bairro Ribeira da Lage, Bairro S. Marçal, Bairro Outurela/Portela, Bairro Moinho da Portela, Pátio dos Cavaleiros, Bairro Encosta da Portela, Bairro do Pombal, Quinta da Politeira, Casal da Medrosa, Bairro Moinho das Rolas e Casal Deserto.
É, ao mesmo tempo, o concelho de Portugal com maior PIB per capita e com maior número de licenciados.

Temos, portanto, neste concelho, enormes diferenças sociais. E elas notaram-se bem quando neste Sábado fui assistir ao festival Musa em Oeiras.

No festival estavam lado a lado gangs com meninos dos colégios. Miúdos das barracas e miúdos das casas com vista para a mar. Sentia-se alguma tensão no festival. Uma espécie de paz podre. Uma trégua na luta diária para ouvirem música reggae.

Houve uma situação em particular que mostrou como as coisas não estão nada bem por aquele lado…

Na fila imensa para pedir cerveja nos únicos 4 espaços dedicados para o efeito, acontecia um fenómeno inacreditável a que as pessoas assistiam com toda a passividade do Mundo e que a mim me deixou muito irritado por dentro…

Sempre que algum elemento do gang (e eram sempre vários ao mesmo tempo), decidia que queria uma cerveja, ia directamente para o balcão e passava toda a gente à frente porque se achava no direito de não ter de esperar como o resto das pessoas…

Iam sempre em grupos de 5/6 e ninguém lhes dizia absolutamente nada, porque todas as pessoas tinham medo do que poderia acontecer caso reagissem. E eu também tive. Então era ver a cara das pessoas indignadas, a cruzarem olhares umas para as outras e a desviarem-nos sempre que os cruzavam com algum dos elementos do gang.
Por outro lado, era ver os empregados a darem-lhes cerveja, completamente resignados, como se nada pudessem fazer. E, provavelmente, não podiam…

No fundo, era como um grito de revolta do gang a demonstrar a sua superioridade em relação ao resto das pessoas…

Cá para mim, é no fundo uma resposta para um conjunto de problemas que estas pessoas têm para aceder a muitas das coisas que a nossa sociedade oferece. Porque não têm dinheiro, ou simplesmente porque não correspondem ao modelo de comportamento da restante população.

Nessa mesma noite, tive a prova de que existem espaços onde estas pessoas não podem entrar. Mais uma vez porque não têm dinheiro, ou porque não correspondem ao modelo de comportamento da restante população.

Como se não tivesse direito a lá entrar. E efectivamente não têm. E provavelmente nunca terão. Fui ao Tamariz, e não vi nenhum elemento de um gang. E se por lá estava, estava muito bem disfarçado porque eu não reparei.

Vamos lá ver se no próximo festival Musa as coisas já melhoraram. Acho que não…

quarta-feira, julho 4

Quuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuase de férias!



Pois é... já falta pouco para o início das minhas férias. Vai ser uma boa ocasião para deixar de fazer teatro ainda que tenha gostado imenso da experiência do teatro numa Jam Session da Deloitte.

Para os mais sensíveis, isto é apenas uma analogia rápida que me lembrei de fazer. Não que andasse necessariamente a fazer teatro…

Na foto podemos ver uma belissima colaboradora encetanto uma representação rigorosa e plena de sentimento, coadjuvada pelo seu colega de t-shirt às riscas. Quem será???

Será que isto se passou perto de um fds fantástico? Não sei... se calhar já foi há umas semanas atrás...